Leal Porto

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RESTAURANTE DA PONTE

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"O lugar certo de comer peixe" - Em cima do Mercado Municipal do Peixe (22) 2647-5341

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Acompanhamento do Registro de Candidatura de Marquinho Mendes no TSE


Da mesma forma que fez entre 2008 e 2016 com o famoso Processo 101, e como fez com o Registro de Candidatura do Prefeito Alair Corrêa (PP) em 2012, o blog Cartão Vermelho dá início ao acompanhamento do Processo "RESPE Nº 0000266-94.2016" que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e julgará o registro de candidatura do prefeito eleito Marcos da Rocha Mendes (PMDB), faremos a partir de hoje atualizações diárias a cada movimento do processo.

Para facilitar o entendimento de vocês vamos narrar em forma de entrevista "os passos" do processo até o TSE e como ele se encontra nesse momento, então vamos lá:

1 - O que já aconteceu com o Registro de Candidatura de Marcos Mendes (PMDB) até aqui?

Marcos Mendes (PMDB) concorreu a eleição de 2016 e foi eleito prefeito de Cabo Frio com ampla maioria dos votos, estando com quase o dobro da votação do segundo colocado Dr. Adriano (REDE), no entanto o Juizado Eleitoral em primeira instância negou o registro de candidatura de Marcos Mendes, alegando inelegibilidade por condenação no Processo 101 e contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores.

Após essa derrota de primeira instância Dr. Carlos Magno (o magnífico) recorreu da decisão desfavorável de Marcos Mendes no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), segunda instância da justiça eleitoral, onde venceu por unanimidade as contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores e venceu por maioria a questão da inelegibilidade do Processo 101.

Portanto nesse momento Marcos Mendes está com o Registro de Candidatura DEFERIDO, e o Ministério Público Eleitoral (MPE) e os candidatos derrotados Dr. Paulo César (PSDB), Dr. Adriano (REDE) e Janío Mendes (PDT) tentam recurso em Brasília para derrubar o registro de candidatura de Marcos Mendes conseguido no TRE-RJ.

2 - Como está o Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes no TSE?

O Processo foi protocolado no TSE em 23/11/2016, às 16h03min, tem como relatora a Ministra Rosa Maria Weber que encaminhou o processo no dia 28 de novembro para o Ministério Público Eleitoral (MPE), que dará carga entre hoje a amanhã pedindo o indeferimento, até porque o MPE é parte integrante do processo e um dos recorrentes contra Marcos Mendes.

3 - Quais são os próximos passos do Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes no TSE?

Ao voltar do MPE para a mesa da relatora Ministra Rosa Maria Weber o processo deve ser encaminhado imediatamente para votação em plenário, que precisa ocorrer até o dia 19 de dezembro, data limite para a diplomação de prefeitos no Brasil.

4 - O que  acontecesse se o Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes não for votado no TSE até o dia 19?

Não acontece nada, Marcos Mendes já tem o Registro de Candidatura DEFERIDO pelo TRE-RJ e será convocado para a diplomação de prefeito.

5 - O que  a equipe do Cartão Vermelho acha do Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes no TSE? (Parecer opinativo leia apenas se quiser)

Esse processo está no TSE para cumprir tabela, Marcos Mendes foi o prefeito eleito e teve uma vitória marcante no TRE-RJ, Dr. Carlos Magno passeou sobre os candidatos derrotados e o MPE, em terceira instância (TSE) será um novo passeio e provavelmente vencerá os dois temas da inelegibilidade por unanimidade.


Quem não gosta de Marcos Mendes pode se conformar, ele será prefeito da cidade pelos próximos 4 anos.

Nostradamus decapitou Maria Luiza de apenas 10 anos


Cabo Frio no sábado (03/12) mais uma vez ficou em choque com a brutalidade e irresponsabilidade, uma lancha em alta velocidade conduzida por um senhor de 65 anos invadiu o espaço para banhistas e atropelou a Banana Boat com 20 ocupantes que se divertiam, entre eles Maria Luiza Santana Serra, de apenas 10 anos, que com a violência do impacto teve a cabeça decapitada e seu corpo esmigalhado em pedaços.

O condutor da lancha é o empresário Nostradamus Pereira Coelho, de 65 anos, que foi detido pelo condutor da Banana Boat quando tentava sair do local do assassinato, Nostradamus foi conduzido a Capitania dos Portos, depois foi encaminhado por um militar da Marinha à 126ª DP (Cabo Frio) e, em seguida, foi levado para um hospital, onde fez exames de alcoolemia, sob suspeita de embriaguez, o teste seria negativo.

Nostradamus está preso por omissão de socorro, mas deve ser solto a qualquer momento quando for atribuído o valor da fiança.

Diversas testemunhas atestam que o Nostradamus estava embriagado, que os ocupantes da lancha jogaram as bebidas ao mar após o acidente, o bombeiro que socorreu as vítimas fez um vídeo emocionado falando da embriaguez do condutor.

Agora fica a pergunta, entre o "assassinato" de Maria Luiza, a ida do Nostradamus para a capitania, delegacia, e só depois exame de alcoolemia em um hospital levou quantas horas? O quanto isso daria tempo para mascarar o consumo de bebida? E sobre uso de drogas ilícitas? Algum exame foi feito?



A verdade é que Nostradamus estará livre, leve e solto nas próximas horas/dias, já a cabeça de Maria Luiza (10 anos) foi condenada a prisão perpétua dentro de um caixão, seu corpo não foi encontrado ainda, e não estará junto com sua cabeça no sepultamento.

Atualização às 9h20min do dia 05-12-2016

Nostradamus Pereira Coelho já goza de liberdade conseguida por "habeas corpus", está em casa ao lado de sua família e gozando de todo o conforto, responderá em liberdade por homicídio culposo e omissão de socorro, em caso de condenação pagará com trabalhos comunitários e cestas básicas.  

Progresso está na final do Estadual Adulto de Futsal do Rio


Representante de Cabo Frio na competição venceu o time da PMERJ na semifinal. Time pega o Botafogo na decisão do título

O Progresso Futsal, que representa Cabo Frio no Campeonato Estadual Adulto promovido pela Federação do Rio, está na decisão da competição. A classificação veio na noite deste sábado (3), quando o alviverde venceu o time da PMERJ por 6 a 2, no segundo jogo da fase semifinal.

A partida foi realizada no ginásio poliesportivo João Augusto, em Tamoios, segundo distrito de Cabo Frio. Thiago Campos (2), Rodriguinho, Digo e Gabriel marcaram os gols. Como já havia vencido o primeiro jogo por 4 a 2 - que foi disputado na quinta-feira (1º), no ginásio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar (CFAP), em Sulacap, o Progresso se qualificou para disputar a decisão do campeonato pela primeira vez na sua história.

O Progresso é dirigido pelo ex-jogador e professor de Educação Física Jorge Fabrício. O elenco é formado integralmente por jogadores nascidos em Cabo Frio e cidades vizinhas, dentre os quais, muitos com experiência de terem atuado em edições da Liga Nacional de Futsal.

O adversário do alviverde cabofriense na decisão é o Helênico/Grajaú Country/Botafogo, que neste domingo (4), passou pelo Olaria (4 a 2 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação).

As duas equipes chegam a esta decisão com campanhas iguais. . No entanto, por ter saldo de gols melhor, o Botafogo terá a vantagem de fazer o segundo jogo no Rio de Janeiro.

A Federação de Futsal do Estado do Rio divulga, nesta segunda-feira, datas, locais e horários dos dois jogos que apontam o campeão estadual de 2016. Se o Progresso for campeão estadual, fará, contra o próprio Botafogo, um jogo extra, que definirá o representante do Estado na Taça Brasil de Clubes, no ano que vem.

Os apoiadores do projeto PROGRESSO FUTSAL são: Cotrel Clínica Ortopédica; Baratão do Celular; Proced Imóveis; Suedini; Aud Distribuidora de bebidas; Sopel e Sepol; Lipe Car; Cartushow; Zé Ricardo e Ina Buffet.


Matéria: Anderson Lopes

Dois antipríncipes presos. Por Pedro Nascimento Araujo


William Shakespeare eternizou o triste destino dos Príncipes da Torre, como ficaram conhecidos Eduardo e Ricardo, filhos de Eduardo IV da Inglaterra. O ano era 1483 e Ricardo III, tio dos meninos que contavam 9 e 11 anos respectivamente, mandou trancá-los na Torre de Londres. Os meninos nunca mais seriam vistos após a prisão e a versão segundo a qual Ricardo III, que havia sido designado protetor dos príncipes, os assassinou para garantir sua usurpação do trono inglês é a mais aceita pelos historiadores (contribui para isso o fato de duas ossadas de crianças terem sido encontradas escondidas em uma capela no local dois séculos depois) e a mais popular, por conta da peça Ricardo III, uma das mais célebres do bardo de Stratford-upon-Avon: é nessa obra que Shakespeare incluiu a famosa frase “Meu reino por um cavalo!”, dita por um Ricardo III à beira da derrota na Batalha de Bosworth Field (a morte dele, o último plantageneta, marcaria o fim da Guerra das Rosas em 1485, com a ascensão da Casa Tudor), em uma das mais marcantes passagens sobre a fragilidade da sordidez humana jamais escritas. A inocência dos dois príncipes é contrastada com o frio calculismo de Ricardo III e o monstro parece mais monstruoso nesses momentos. Saindo do final da Idade Média inglesa e chegando ao Rio de Janeiro contemporâneo, encontramos dois antipríncipes encarcerados no mesmo presídio. Aliás, é mister que se diga que Anthony Garotinho e Sérgio Cabral estão presos a partir de processos distintos – mais ainda, por justiças distintas. Pouco importa. Testemunhar dois ex-governadores do Rio de Janeiro serem presos na mesma semana é algo inédito e marcante, sem dúvidas, mas também é um sintoma inequívoco de que ninguém está acima da lei – ao menos, em tese. Os dois antipríncipes estarem presos não é prenúncio de uma tragédia; antes, é sinal de uma redenção, embora ao final do cárcere, ao contrário do que aconteceu com os príncipes, cada um deva encontrar um caminho diferente diante de si.

Comecemos por Anthony Garotinho. Estamos talvez diante do último fenômeno de massas na política brasileira. Garotinho é um líder comunicativo incontestável. Com Leonel Brizola morto e Lula da Silva perigosamente próximo de uma prisão por corrupção, Garotinho era o último líder popular de facto. Na cidade do Rio de Janeiro o nome de Garotinho (e, por extensão, de sua família) enfrenta rejeições cavalares, mas no resto do estado não é assim. Na verdade, Garotinho é muito popular até hoje no interior, mesmo estando fora do governo há uma década. Não é por acaso: durante os governos dele e de Rosinha Garotinho, o interior foi bastante prestigiado – não apenas com obras, mas também (e há quem diga que principalmente) com atenção do governador. Garotinho é um ás no trato pessoal. Mesmo os mais ferrenhos desafetos dele reconhecem que há nele um carisma inegável e uma forma de lidar com as situações – mesmo as mais adversas – que faz com que convergências sejam encontradas de uma maneira ou de outra. É um político que pecou muito por ser passional demais e pragmático de menos no seu zênite, um erro que não teve remédio nem com a maturidade: Garotinho sabe que nunca mais será uma liderança nacional capaz de disputar o Palácio do Planalto competitivamente como fez em 2002, mas sabe também que se manterá uma liderança estadual até o final da carreira e, por isso, centrou esforços em construir uma sólida rede de apoio que o defendeu até agora. Até agora – e apenas até agora: a prisão dele mudou tudo. Poucas imagens são mais marcantes do que um político indo parar atrás das grades. Quando se trata de um ex-governador, mais ainda. Quando se trata de Garotinho, que comanda Campos dos Goytacazes como um coronel de há mais de um século, nem se fala. Aliás, qualquer boa olhada em Campos dos Goytacazes serviria para provar que o jugo de Garotinho nada tem de leve ou de suave: a cidade, campeã de arrecadação de royalties nos anos de bonança, não tem legado para mostrar – é uma cidade com as mazelas de há mais de um século. O mundo político sabe que Garotinho é um político do século retrasado, com práticas do um século retrasado, que mantém Campos dos Goytacazes no século retrasado. Mas os políticos do interior gostam dele assim mesmo, em boa parte por causa do jeito de século retrasado com que ele trata todo mundo – especialmente quando olharam para o Palácio das Laranjeiras e viram lá como Sérgio Cabral, o outro antipríncipe preso na semana passada, os tratava: como um príncipe do milênio passado. Assim, Garotinho goza da simpatia dos políticos e de quem quer que tenha convivido com ele: mesmo discordando, os políticos tendem a ser mais condescendentes um político que os trata bem e cumpre com a palavra. Claro que a prisão dele reduz o escopo de líder estadual (que já era uma redução de líder nacional) para líder municipal. Garotinho continuará a ser um nome de peso, embora cada vez menor: sua prisão foi por crime eleitoral – crime, claro, mas longe de ter o peso político de crime de corrupção. Tal fato (caso não haja posteriores prisões por corrupção, bien sûr!) soma-se ao histórico político dele para permitir afirmar que o antipríncipe Garotinho manterá relevância política após sair de Bangu 8, ainda que menor devido à própria prisão. Decididamente, não é o caso de Sérgio Cabral, que goza da antipatia generalizada – que ele fez por merecer, diga-se, com muito esforço: o antipríncipe Sérgio Cabral não terá relevância alguma na política após sua prisão.

Sérgio Cabral só não é o maior estorvo político que o Brasil já viu porque é impossível competir com Dilma Rousseff e Lula da Silva: por definição, estorvo estadual empalidece diante de estorvo federal. Sérgio Cabral é a versão política do sujeito que é bem-apessoado, bem-nascido, educado, culto e agradável no primeiro contato – mas que se prova cada vez mais desagradável, mentiroso, arrogante e inescrupuloso conforme o tempo passa e se revela paulatinamente. Ele teve tudo para fazer o melhor governo que o Rio de Janeiro já teve – e, em muitos aspectos, o fez: escolheu e deu carta branca a nomes como Joaquim Levy na Secretaria de Fazenda e José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança, verdadeiros craques em suas áreas que entregaram resultados maravilhosos. Reformou e racionalizou o Rio de Janeiro. Fez obras há muito necessárias e alinhou-se a Brasília, indo contra uma irracional tendência do Rio de Janeiro (estado e município) de fazer oposição ao Palácio do Planalto. Sérgio Cabral tinha, portanto, tudo para ser a referência política do Rio de Janeiro e uma liderança nacional capaz de disputar o Palácio do Planalto. Todavia, escolheu o caminho da arrogância e da corrupção. Deslumbrou-se com o poder como poucos antes dele. Deixava os políticos esperando horas para recebê-los – isso quando não simplesmente saía sem avisar. Prometia e não cumpria – e jactava-se disso diante de outros políticos. Humilhava subordinados. Era, em suma, a própria definição de pessoa desagradável. E, por fim, transformou seu governo em um vergonhoso balcão de negócios. Não é estranho especular se ele não deu as áreas técnicas do governo para tantas pessoas competentes apenas para que apenas ele e seus asseclas pudessem locupletar-se com as benesses do poder (como no patético caso de mandar o helicóptero oficial buscar seu cachorro) e com os dividendos privados de obras públicas. De acordo com as denúncias apresentadas, baseadas em várias colaborações premiadas no âmbito da Operação Lava-Jato, Sérgio Cabral comandou uma quadrilha que deliberadamente criou esquemas sofisticados para assaltar os cofres públicos por meio da corrupção. Ao contrário de Garotinho, Sérgio Cabral não conta com o apoio do mundo político por conta da arrogância desbragada com que tratava seus pares: ninguém o defenderá porque todos estavam apenas esperando o momento da queda dele para se vingarem das incontáveis humilhações sofridas. Se há um político que não fez senão plantar vento, esse político chama-se Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho. A colheita de tempestade será longa e profícua, para deleite de quase todos os políticos. Ele fez por merecer: ninguém sairá em defesa dele, ainda mais porque a condenação é por corrupção, e sua relevância política, que já andava em torno de zero (para ser sincero, apenas uma pessoa de peso – além de Luiz Fernando Pezão, o governador em desgraça – defendia o agora morador de Bangu 8: Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro em fim de mandato, irmão do dono do apartamento na Praia do Leblon estranhamente cedido de graça para Sérgio Cabral há anos), tende a convergir para o zero absoluto. Dos antipríncipes presos, Sérgio Cabral é o mais próximo da morte política, que de metafórica tem quase nada. Seu destino está traçado: quando sair da prisão, o que pode demorar bastante caso ele não opte por colaborar com a justiça entregando alguém acima dele (que, se houver, só pode ser ocupante do terceiro andar do Palácio do Planalto), ele não terá mais carreira política pela frente. Virtualmente todos os políticos e técnicos que conviveram com ele o detestam e comemoram a queda dele – que, repita-se, ele fez por merecer tamanha antipatia de volta. Dois antipríncipes foram presos na mesma semana. Em comum, apenas um fato: ambos foram governadores do Rio de Janeiro. Tudo o mais os separa. Ao contrário dos príncipes presos na Torre de Londres, terão destinos distintos, escolhidos por eles próprios, e não por um algoz usurpador como Ricardo III. Desses antipríncipes não devemos sentir pena. A prisão deles, ainda que por motivos distintos e com consequências mais distintas ainda, iguala a desgraça deles à redenção da sociedade.


Pedro Nascimento Araujo é economista.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Prefeito Alair Corrêa e a delação da ODEBRECH. Por Thaís Lima


São SETE as cidades que mais produzem petróleo em nosso lindo Estado, são elas: Rio de Janeiro (capital), Campos, Macaé, Niterói, Rio das Ostras, Cabo Frio e Maricá.

Dessas cidades só o prefeito de CABO FRIO está fora da lista negra da delação premiada da ODEBRECH, o nosso prefeito Alair Corrêa (PP), tão criticado e perseguido pelos adversários e pela mídia local, está fora dessa vergonha que é estar sendo investigado pela operação Lava Jato que já colocou na cadeia o ex-governador Sérgio Cabral e o ex-deputado Eduardo Cunha.

Alair Corrêa soma oito mandatos na política e não envergonhar sua cidade  integrando  essa lista negra é uma grande vitória, sem dúvida ser honesto não é uma qualidade, é uma obrigação, mas em momentos tão triste que atravessa nosso país chega a ser motivo de orgulho fazer o certo.

Veja a enorme lista de outros políticos fluminenses que estão na delação da ODEBRECH:

NOVA IGUAÇU - NELSON BORNIE

DUQUE DE CAXIAS - ZITO

RIO DE JANEIRO -   EX-PREFEITOS CESAR MAIA

ESTADO DO RIO DE JANEIRO -  GOVERNADOR PEZÃO E SEU VICE DORNELES, EX-GOVERNADORES: SÉRGIO CABRAL, MOREIRA FRANCO e GAROTINHO.

DEPUTADOS: RODRIGO MAIA, JORGE PICIANE, PAULO MELO, JÚLIO LOPES, CLARISSA GAROTINHO, ANDRE CORRÊA, LUIZ PAULO, SÉRGIO ZVEIT, LUIZ SÉRGIO e EDUARDO CUNHA

Parabéns prefeito Alair Corrêa (PP), como o senhor não paga a imprensa da cidade com  "mesadinha" e "mesadões", que sempre ganharam, eles não irão noticiar essa referência moral que foi não estar envolvido nessa podridão, mas eu faço questão de parabenizar e registrar sua conduta ética e moral.

Thaís Lima

Administradora, coordenadora de comunicação e cabo-friense de várias gerações

Finalmente um prefeito da Região dos Lagos tem coragem de encarar a PROLAGOS


O prefeito eleito de Arraial do Cabo, Renatinho Vianna (PRB), é o primeiro prefeito da Região dos Lagos a ter coragem de não sentar para "compor" com uma das mais odiadas empresas do Brasil, PROLAGOS.

A PROLAGOS é uma empresa acostumada a fazer o que quer, dar banho de merda nas cidades de Búzios, São Pedro, Cabo Frio, destruir ruas e não consertar, fazer rodízio de água em comunidades carentes, e agir ao arrepio da lei com a certeza que ninguém nunca irá se manifestar contra ela.

Mas em Arraial do Cabo parece que as coisas serão diferentes, após a PROLAGOS jogar um rio de merda na Praia dos Anjos o prefeito eleito Renatinho Vianna (PR) ingressou com uma ação de "obrigação de fazer" contra a PROLAGOS.

Renatinho exige que a concessionária faça a manutenção necessária para evitar novos alagamentos na cidade e que as comportas da Praia dos Anjos não sejam novamente abertas promovendo aquele rio de merda no mar cabista.


Parabéns Renatinho Vianna, alguém precisa frear essa megalomania destrutiva e ambiciosa da PROLAGOS, é hora de rever a concessão criminosa dessa empresa, ou ela respeita as cidades e seus munícipes, ou que saia da gestão de água e esgoto.

Rodolfinho pode estar fora da disputa eleitoral de Iguaba Grande


O candidato mais provável de ganhar a nova eleição de prefeito em Iguaba Grande, Rodolfinho Pedrosa (PR), pode não concorrer a eleição que deve acontecer no primeiro semestre de 2017.

O que se especula na cidade é que Rodolfinho estaria preso à problemas familiares com a saúde instável de seu filho recém nascido, outros especulam que Rodolfinho não estaria em condições financeiras para encarar um novo pleito.


Se for verdade que Rodolfinho não irá participar da eleição o jogo político na cidade fica acéfalo, a verdade é que com a saída de Grasiella (PP) e Hugo Canellas (PSB) do cenário eleitoral Rodolfinho estava com a faca e o queijo para ser o novo prefeito da cidade. 

Deixando de ser a esquina do mundo. Por Pedro Nascimento


Há pouco mais de dois anos, Mossul (Iraque) tornou-se o que definimos como a “esquina do mundo”, pois o que acontecesse lá repercutiria em todo o globo. Eram os dias da tomada da segunda maior cidade iraquiana pelo então Estado Islâmico do Iraque e da Síria – após algumas mudanças na nomenclatura, o então ISIS é hoje conhecido internacionalmente por Daesh, seu acrônimo em árabe. A conquista de Mossul foi o ato simbólico que marcaria a maior expansão dos jihadistas. Como sói ser nesses casos, em retrospecto é possível ver que o zênite nada mais era do que o prenúncio do nadir: desde que tomou Mossul, o Daesh não mais experimentou uma ascensão fulminante sequer; do contrário, foi sendo paulatinamente fulminado. A iminente perda de Mossul tem contornos de início do fim para o Daesh. A esquina do mundo está em vias de deixar de ser santuário de terroristas islâmicos, uma boa notícia per se – e os antigos problemas voltarão à ordem do dia em uma região que está longe de ser estável. Mossul está para deixar de ser esquina do mundo: após sua retomada das mãos do Daesh, voltará a ser apenas mais uma cidade em um país ainda se recuperando de graves violências sectárias.

Em meados de 2014, quando Mossul passou para controle do Daesh, o mundo tomou um choque. Parecia natural que Bagdá fosse o próximo alvo. Naquela época, o Daesh crescia sem parar na Síria, aproveitando-se da guerra civil que opunha – e ainda opõe – o ditador hereditário Bashar al-Assad a grupos pró-democracia inspirados pelos ventos da Primavera Árabe. A brutal repressão de al-Assad para manter-se no cargo foi o fator de desestruturação do país, o que permitiu ao Daesh controlar áreas próximas à fronteira com o Iraque, enquanto Bashar al-Assad concentrou-se em garantir o controle de Damasco a qualquer custo. Entrar na parte iraquiana de um virtual Curdistão foi fácil para o Daesh, uma vez que o Iraque até hoje não consegue formar um governo que seja entendido como não-sectário por todos – uma tarefa que pode demandar muito sangue antes de todos aceitarem ceder, a julgar pela experiência do Líbano no mesmo assunto – e as forças armadas do país parecem-se mais um amontoado de milícias cujas lealdades religiosas e tribais são mais fortes do que a hierarquia. Controlando Mossul, a estrada para Bagdá parecia uma tentação irresistível: o Daesh agora tinha endereço (Mossul), renda (saques dos bancos e venda clandestina de petróleo), armas (abandonadas na fuga pelas forças armadas iraquianas em menor número) e homens (recrutamentos forçado e voluntário). Os americanos haviam irresponsavelmente abandonado o Iraque após todo o esforço para pacificar o país depois da deposição de Saddam Hussein – um dos maiores erros de política externa de Barack Obama, um presidente que passa a incômoda sensação de ser mais interessado em aplausos do que em qualquer outra coisa. Sem Washington de fiador, Bagdá poderia, sim, cair. Se o Afeganistão, um estado falido, ao cair nas mãos de terroristas já foi o suficiente para viabilizar algo do tamanho do 11 de Setembro, o medo do que não poderá ser viabilizado com o Iraque nas mãos do Daesh foi mais do que suficiente para o mundo se mexer. O resultado é que a retomada de Mossul está a caminho.

Porém, retomar Mossul não significa muito além da própria retomada de Mossul. A ameaça de o Daesh há vir a tomar Bagdá – e, por extensão, o Iraque, há muito deixou de ser crível: os jihadistas estão perdendo financiamento, armas, recrutas, território. No horizonte visível, não há muita opção para o Daesh além de voltar a ser um grupelho terrorista como tantos outros que pululam no caos do Oriente Médio e são instrumentalizados pelos tiranetes de plantão tão endêmicos naquelas plagas. Porém, a operação de retomada de Mossul permite um vislumbre do que será a região em um futuro mais distante, quando as fronteiras traçadas em plena Grande Guerra (o Acordo Sykes-Picot, de 1916, replicava o modelo do Século XIX, no qual a hegemonia colonial franco-britânico era a regra) já não mais forem a regra. E nesse futuro há lugar para um hipotético Curdistão, mas também há lugar para um Iraque democrático e multicultural. A atuação dos peshmergas, guerreiros curdos, é fundamental. No arranjo pós-Saddam, os curdos ganharam uma autonomia inédita. Para garantir que Bagdá não os massacraria novamente, foi estabelecido em lei que as forças armadas iraquianas não poderiam atuar na região autônoma curda sem expresso consentimento do governo local – um claríssimo indicativo do tamanho das desconfianças entre sunitas, xiitas e curdos. E eis a suprema ironia: o sunita Daesh, que estimula o sectarismo em todos os seus atos (massacra, além de outros ramos do Islã, como xiitas e curdos, sunitas que não aceitam sua liderança), acabou por reduzir involuntariamente as tensões sectárias porque, para combatê-lo, sunitas, xiitas e curdos estão lutando lado a lado – e recebem de bom grado o apoio de cristãos. Com tudo isso, parece ser inexorável que Mossul vá se ver livre do Daesh em breve. E, tão logo isso aconteça, Mossul deixará de ser esquina do mundo e voltará ao esquecimento. Já não era sem tempo. Dois anos de domínio do Daesh já são castigo demais para uma vida inteira.

Pedro Nascimento Araujo é economista.
nascimentoaraujo@hotmail.com

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Grasiella Magalhães fora da Prefeitura de Iguaba Grande


O Cartão Vermelho ontem (24/11) acompanhou, ao vivo, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a acachapante derrota da prefeita de Iguaba Grande, Grasiella Magalhães (PP) e mais uma vez foi o primeiro veículo de comunicação a noticiar sobre acontecimentos sobre a vida política na Região dos Lagos.

A futura ex-prefeita Grasiella perdeu por unanimidade a tentativa louca de conseguir um terceiro mandato consecutivo familiar, o caso foi tratado até com certa estranheza por parte dos Ministros do TSE, e a defesa sustentava um conceito bisonho de "ex-sogro" referindo-se ao ex-prefeito e sogro de Grasiella, Oscar Magalhães.

Com a confirmação da inelegibilidade de Grasiella e com a inelegibilidade de Hugo Canellas (PSB) segundo colocado na eleição de outubro, a cidade terá novas eleições que devem ocorrer no primeiro semestre de 2017.

Grasiella segue mentindo para a população

Apesar da derrota em todas as instâncias da Justiça Eleitoral e do processo bisonho e irracional de tentar um terceiro mandato consecutivo familiar a prefeita segue mentindo à população de forma descarada, ainda ontem Grasiella gravou um áudio falando de um recurso que é pro forma no TSF para alegar inconstitucionalidade, mesmo sabendo que é apenas parte do "cumprir tabela" a prefeita iludia seus seguidores de forma desavergonhada, dizendo que ganharia de qualquer forma.


Essa aparente "alucinação pelo poder" na verdade é uma estratégia de marketing político, Grasiella tentará fazer o próximo presidente da Câmara e manter seu grupo unido para indicar o próximo candidato à prefeito, assim mantém seus votos de cabresto dos servidores comissionados e contratados, e vai tentando se manter a frente da prefeitura mesmo que informalmente.

VERGONHA - Janío Mendes aceita Pacote de Maldade do Pezão


Nosso deputado estadual Janío Mendes (PDT) mais uma vez se mostra favorável ao Governo Sérgio Cabral/Pezão (PMDB) mesmo contrariando interesses do povo e dos servidores públicos.

Na Comissão dos Servidores Públicos formada por Janío Mendes, Paulo Ramos, André Lazaroni e Marcos Müller o Pacote de Maldade foi admitido, tendo apenas o voto contrário do deputado Paulo Ramos (ex-PDT e atual PSOL).

Janío após a enorme repercussão negativa desse seu voto mais uma vez contrário ao povo foi as redes sociais tentar explicar o inexplicável, mas não adiantou, seu rostinho já estampava dezenas de cartazes repudiando o ato covarde.


As eleições de 2018 prometem ser mais inesquecíveis que a eleição de 2016 para o Janío Mendes.

Bastidores da Política e da Imprensa em 25/11/2016


Chiando

Já começou a chiadeira com a indicação (ainda informal) do novo secretário de esportes, Zé Antônio, do Governo Marcos Mendes (PMDB), boa parte do grupo pedia a nomeação do suplente de vereador, Zé Ricardo (PMDB), mas informalmente Zé Ricardo deve ir para a chefia de gabinete.

Chiando 2

Choppinho na Secretaria de Cultura deve criar a primeira crise de fato no Governo Marcos Mendes, existe um clamor pela volta de Milton Alencar, e Choppinho é no máximo visto como um agente do "samba", nada além disso.

Hélcio Azevedo

O gênio da política e homem forte de Marcos Mendes está de volta à Secretaria de Governo, Hélcio Azevedo voltará ao cargo que exerceu com maestria no governo anterior de Marcos Mendes (PMDB). Feliz do governo que pode contar em seus quadros com uma peça com a importância de Hélcio Azevedo.

Comemorando

A "turma" (para não chamar de outra coisa) do vereador com carinha de bom moço (só tem cara mesmo) está comemorando a presidência da Câmara de Vereadores de 2017, fantasmas já se sentem nomeados com cargos mais altos, assim poderão puxar o saco de forma mais legal, o bolso ficará mais farto enquanto assombra por aí.

Comemorando 2

Se a comemoração dos assessores com cara de "bom moço" for verdade (eu duvido que seja) a Casa Legislativa viverá dois anos de sombra e escuridão, e muito vereador incauto vai descobrir em apenas um mês a falta de palavra do "bom moço", que de "bom moço" só tem a cara.

Barrigada

Tem um blog de ASPONE divulgando a abertura do UPA de Cabo Frio, que de fato irá acontecer, mas como o encéfalo não apura nada e apenas roda como mosca de padaria, o Ctrl C / Ctrl V saiu errado e até a data da re-inauguração está errada.

Listagem


O Cartão Vermelho está com a listagem completa de todos os 301 cargos comissionados da prefeitura de Arraial do Cabo, na segunda-feira (28/11) colocaremos o nome de todos aqui no blog, vai ter muito fantasma assustado por aí. (risos)

Bairro São João receberá o próximo São Pedro com a Comunidade


No dia 26 de novembro (sábado), a Viação São Pedro realizará no bairro São João, o evento São Pedro com a Comunidade. A ação social acontecerá na praça do bairro, das 10 às 14 horas.

Serão oferecidos aos moradores, gratuitamente, os seguintes serviços: medição da taxa de glicose, aferição de pressão arterial, aplicação de flúor, corte de cabelo, recreação infantil, atendimento jurídico, recolhimento de óleo de cozinha e pilhas usadas, Fale com a Viação São Pedro (atendimento da equipe operacional), inclusão digital, manicure, design de sobrancelha, banca exclusiva para recebimento de currículos, sorteio de cestas básicas e muito mais.

O São Pedro com a Comunidade é um evento social realizado pelo Grupo SMS há mais de 15 anos nos municípios atendidos pela empresa e tem por objetivo promover a integração com a população. 


Matéria: Phillipe Bello

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Prefeitura de Cabo Frio realiza ação de Limpeza e Tapa-Buracos


O serviço conta com a retirada de entulho, galhos, mato e móveis velhos que são atirados nas calçadas, em diversos bairros da cidade

A Prefeitura de Cabo Frio está realizando um grande trabalho de limpeza na cidade para devolver a qualidade de vida que os moradores estavam acostumados. O serviço conta com a retirada de entulho, galhos, mato e móveis velhos que são atirados nas calçadas, em diversos bairros da cidade. 

Todos os bairros do Município receberão a ação e os entulhos serão recolhidos seguindo um cronograma estabelecido para cada região da cidade.


Além da limpeza de entulhos, a Prefeitura de Cabo Frio também está realizando operação emergencial tapa-buracos em toda a cidade para corrigir o asfalto. Os reparos serão feitos com piche e tem como objetivo melhorar a segurança no trânsito e dos pedestres que se locomovem por Cabo Frio.

Devido à situação financeira atual do Governo, a retirada de entulhos e galhos de árvores das calçadas é de responsabilidade do morador. Ainda assim, a ação está sendo realizada para manter a cidade limpa. Com isso, é solicitada a compreensão e colaboração de todos os moradores e visitantes de Cabo Frio para que não joguem entulhos sobre os passeios públicos. Caso o bairro já tenha recebido a ação, conserve-o limpo. 

A Prefeitura pede ainda o apoio dos comerciantes dos bairros, evitando colocação de restos de obras, móveis descartados, mato cortado dos seus quintais e lixo caseiro nas ruas e que também observem a escala com os horários da coleta de lixo.


Matéria: Flávia Lira

Parabéns Clarissa Garotinho, diga NÃO a PEC 241


A deputada federal, Clarissa Garotinho (PR), se posicionou definitivamente contra a PEC 241 que está para ser votada no Congresso Nacional e que pretende sucatear a Saúde, Educação, Obras Sociais e o Salário Mínimo pelos próximos 20 anos.

Como retaliação o Partido da Republica (PR) expulsou de seus quadros a deputada Clarissa, o PR também retaliou os deputados Silas Freire (PR-PI) e Zenaide Maia (PR-RN) com suspensão de até um ano.

É preciso combater com todas as forças a PEC 241 promovida por esse governo golpista e imundo, que quer ajustas as contas públicas em cima da população pobre, isentando bancos e grandes fortunas de pagarem a conta do déficit orçamentário.


Parabéns Clarissa Garotinho, diga NÃO a PEC 241, esteja do lado do povo!

“A Moreninha”, uma relíquia sobre rodas


O blogueiro e a amigo, Professor Chicão, fez uma linda matéria falando sobre “A Moreninha” que ganhei de presente do meu jovem pai de 85 anos, Oty Garia.


A Moreninha é essa FIAT Panorama ano 1982 que conta com 95% de originalidade e que em breve estará com a placa preta, muito obrigado pai por esse presente inesquecível e que ficará comigo enquanto estiver vivo, obrigado ao amigo Professor Chicão por divulgar esse presentão que recebi.

Esfinge topetuda. Por Pedro Nascimento Araujo


Donald Trump venceu as eleições presidenciais americanas. Contrariando quase todas as expectativas, o dono do mais famoso combover do mundo assumirá como o 45º presidente americano em pouco mais de dois meses. Muito se especulará sobre as razões da vitória dele – inclusive que foi mais uma derrota de Hillary Clinton do que propriamente uma vitória de Donald Trump – e muito se falará sobre tudo o que ele fizer durante os próximos quatro ou oito anos. É justo, porque o topetudo Donald Trump é um fenômeno político que tomou o mundo de assalto e vai passar a ser o chefe de governo e de estado dos Estados Unidos da América, simplesmente o país mais rico e poderoso do mundo. Donald Trump, todavia, é uma esfinge: na ausência de um histórico político, tem-se declarações políticas que são marcadas por inconsistência e, não raro, incoerência. Donald Trump é associado ao conservadorismo republicano, mas ele não é um republicano histórico: seria mais correto dizer que ele está republicano e que o verdadeiro Donald Trump é uma esfinge em vias de ser decifrada: em breve, saberemos se ele realmente é um republicano. Aparentemente, sim – com todas as contradições expostas a seguir e muitas mais que descobrimentos ao longo de seu período na Casa Branca. Vamos analisar as contradições da esfinge topetuda em duas áreas, economia (que interessa mais aos americanos do que ao resto do mundo) e relações internacionais (que interessa mais aos resto do mundo do que aos americanos).

Economicamente falando, uma característica definidora do Partido Republicano em termos econômicos é a defesa do liberalismo. Nesse sentido, virtualmente todos os presidentes republicanos advogam por menos intervenção estatal. Os republicanos defendem como ninguém os valores do puritanismo cristão que são a base moral dos EUA: trabalho duro e honesto merece ser recompensado e prosperar é dever de cada pessoa – o ethos da sociedade americana é a quintessência da ética protestante que Max Webber definiu como o espírito do capitalismo. Para os republicanos, o governo deve limitar-se a garantir que trapaceiros não vinguem e a arbitrar conflitos – e isso inclui combater gratuidades ou quaisquer legislações que possam reduzir a livre iniciativa. Um republicano tem como mantra jamais interferir na economia e, principalmente, garantir que os mais eficientes serão financeiramente recompensados por sua eficiência, em um processo que Schumpeter definiu como “destruição criativa”. Na economia, Donald Trump é mais esfinge do que nunca. O topetudo defende meritocracia a ponto de gabar-se diuturnamente de ter trabalhado duro e virado bilionário graças ao seu trabalho, vendendo-se como uma prova viva de que o sonho americano existe – noves fora o fato de ter recebido um polpudo cheque do pai como capital inicial, o fato é que Donald Trump construiu um império. Portanto, aparentemente temos nele um perfeito, mas só até a quarta página: durante a campanha, ele defendeu uma retomada dos empregos industriais nos Estados Unidos. E aí reside uma questão controversa. O discurso de Trump foi entendido como um compromisso para trazer de volta os empregos industriais que migraram para países como México e China – e o candidato, que domina a mídia e o entende os anseios populares, tratou de reforçar essa percepção. Ocorre que o empresário Trump sabe que não é economicamente viável fazer isso acontecer: seria necessário fechar a economia (para efeitos didáticos, vamos supor que ele pudesse denunciar acordos comerciais sem a aprovação congressual e que tais acordos não tivessem em cláusulas restritivas em seus corpos), o que, obviamente, elevaria sobremaneira os preços de produtos e serviços para os americanos – trata-se da mais básica das identidades econômicas: se os custos de produção aumentam, o preço final aumenta. Sem choro nem vela, esse é o resultado esperado de uma guinada protecionista patrocinada por Trump para aumentar o emprego industrial: inflação. Mas pode não ser isso. Trump é sagaz o suficiente para saber que há uma revolução silenciosa em curso no setor industrial, cujo resultado deve ser exatamente o retorno das indústrias aos países centrais. Basicamente, a automação demanda níveis elevadíssimos de tecnologia na indústria e, ao tornar o capital mais preponderante, tende a reduzir as vantagens comparativas decorrentes de salários menores em países como México e China. Com isso, para as indústrias passa a compensar voltar para países com técnicos de alta qualidade (como os EUA), que terão suas produções industriais aumentadas, mas os empregos industriais não voltarão, ao menos não para as pessoas com baixa qualificação – todavia, com o retorno das indústrias, tais pessoas poderão trabalhar no setor terciário para atender às indústrias. Sem que Trump precise mover uma palha sequer, é possível que ele consiga cumprir (ainda que parcialmente) sua promessa de trazer indústrias de volta à América – e sem sair do receituário clássico, que inclui redução de impostos e de gastos públicos, inclusive as despesas com o complexo industrial-militar, conforme veremos a seguir. Ou seja, Trump pode se provar um republicano de almanaque na economia, implantando um liberalismo muito bem-vindo em um país que se mostrou perdulário do começo do milênio até agora. Decifrar essa parte da esfinge topetuda é o maior interesse dos americanos.

A outra área crucial é a política externa. Um presidente dos Estados Unidos da América é mais um chefe de estado do que um chefe de governo. País forjado no sistema inglês, os EUA optaram por não ter um monarca, mas mantiveram seus presidentes extremamente tolhidos pelo parlamento, que tem a palavra final sobre virtualmente tudo: na prática, presidentes americanos que têm mais semelhanças com monarcas britânicos do que com ditadores africanos – e com mais funções de chefia de estado do que de chefia de governo, essencialmente na política externa. Trump falou demais sobre o assunto antes das eleições, trazendo-o para o âmago dos debates presidenciais. Essa não é uma característica de países de grande território, grande população e grande economia e em tempos de paz – e os EUA se encaixam nos quatro casos. A regra é tratar de assuntos domésticos, como vimos nos debates entre Dilma Rousseff e Aécio Neves – as perguntas de populares tratavam de assuntos do cotidiano próximo de cada um; ninguém falou sobre política externa. Os EUA têm uma tradição isolacionista extremamente arraigada: basta lembrar que, quando Hitler e Stalin começaram a II Guerra Mundial, o país tinha um contingente militar menor do que o da então Tchecoslováquia. Após 1945, o país decidiu manter tropas ao redor do mundo para evitar ser atacado mais uma vez, uma decisão que foi ditada pelas necessidades do momento. E, mesmo após o colapso do Império Soviético, os americanos ainda mantêm mais de 100 mil militares em quase 150 países, com equipamento caríssimo à disposição, combustível, alimentação etc. nas mais de 800 bases fora do território americano. Trump tocou em um ponto nevrálgico ao questionar por que o Tio Sam precisaria pagar essa conta sozinho. Se há dezenas de milhares de soldados americanos defendendo o território de países ricos como Alemanha, Japão e Coreia do Sul, nada mais justo que esses países dividam a despesa. Foi um alvoroço quando ele falou isso, mas é uma medida pragmática: não há mais União Soviética, China e Coreia do Norte não vão atacar Japão e Coreia do Sul. Isso reduziria sobremaneira os gastos com o complexo industrial-militar. Claro que houve outras polêmica e gafes, como com o México (sugerindo que o país vizinho deveria pagar por parte do muro que ele pretende construir na fronteira sul) e com os muçulmanos, por exemplo. Mas, no frigir dos ovos, houve muito barulho, mas não se sabe ainda se ele será isolacionista de factoquando assumir. Isso porque Donald Trump vem falando em mandar tropas para a Síria para combater o Daesh e em tomar ações dissuasivas perante o Irã, o que faz supor um aumento da presença militar americana no exterior. Até 20 de janeiro, muita coisa vai ficar mais clara. É sempre bom citar o caso de Ronald Reagan e dos reféns na embaixada americana de Teerã em 1979: literalmente na véspera da posse do republicano, os aiatolás optaram por ordenar a libertação dos reféns após 444 dias de cativeiro ao invés de se arriscarem a pagar para ver se era ou não real a possibilidade de Reagan ordenar uma invasão do país persa para buscar os americanos – a propósito, era. Assim, enquanto Obama é o inquilino do número 1600 da Avenida Pensilvânia, Bashar al-Assad simplesmente ri das “linhas vermelhas” e coisas do tipo; todavia, a volta dos republicanos deixa muitas barbas de molho. De agora em diante, ele será testado de todas as maneiras, por amigos e inimigos para saber se ele é como Obama nesse assunto ou se deve ser levado a sério. E, ao final das contas, decifrar esse outro enigma da esfinge topetuda é o que mais interessa ao resto do mundo. Decididamente, de tédio não sofreremos nos próximos anos.

Pedro Nascimento Araujo é economista

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

VERGONHA - Janío Mendes abandona o barco e faz cara de paisagem


Essa semana o deputado estadual, Janío Mendes (PDT), que sempre esteve a frente da liderança do Governo Sérgio Cabral (PMDB) e Pezão (PMDB) renunciou a vice-liderança do governo que ocupava na ALERJ.

Janío só tomou essa atitude após o Estado do Rio de Janeiro quebrar e o seu ex-líder político Sérgio Cabral ter tido prisão decretada pela Justiça, acusado de desviar mais de 200 milhões de reais.

Janío durante anos mamou de todas as benesses que Sério Cabral (PMDB) pode lhe proporcionar, por sinal entre 2011 e 2014 Janío só conseguiu exercer o mandato de deputado após uma manobra do Sérgio Cabral (então governador) puxando um deputado eleito para o Governo e abrindo vaga para o então suplente Janío.

Janío também participou ativamente dos Governos Sérgio Cabral/Pezão aprovando tudo, absolutamente tudo, de empréstimo a perseguição contra indígenas da Aldeia Maracanã, sorridente aprovava tudo, não questionava as obras com orçamentos astronômicos, cachorro do governador voando de helicóptero, nenhum descalabro assustava o deputado Janío.

Agora que o barco afundou, que Sérgio Cabral ocupa uma cela de Bangú 8, que o Estado está saqueado e falido, nosso querido Janío como um bom rato de navio naufragando abandona sua liderança de governo, não emite uma nota de apoio ao seu líder político Sérgio Cabral que lhe ofereceu uma suave cadeira de deputado estadual.


Janío na ânsia de não morrer politicamente despreza e abandona quem sempre lhe alimentou, mostra seu caráter dúbio, e mais uma vez faz o que sempre fez de melhor, abandona com facilidade quem lhe carregou nas costas.   

CRIME AMBIENTAL – Prefeitura lança esgoto na praia da Prainha em Arraial do Cabo


Bastidores da Política e da Imprensa em 21/11/2016 – Edição Cabista


Esgoto

A nova concessionária de esgoto de Arraial do Cabo, PROLAGOS, segue mantendo o costume de poluir a Praia dos Anjos a cada vez que chove, e com isso a população cabista sofre vendo um dos mais belos cartão postal do mundo virando um depósito de esgoto.

Esgoto 2

Como se já não bastasse a Praia dos Anjos virar um depósito de um rio de merda despejado pela PROLAGOS a prefeitura de Arraial do Cabo resolveu desafogar o lago de esgoto do parque público abrindo uma saída para a Prainha, a revolta e indignação foram generalizadas. (Veja o vídeo na matéria acima)

Guarita no chão

Quem perdeu a guarita paga com dinheiro e servidor público para lhe garantir segurança pessoal foi o ex-prefeito Andinho (PMDB), a guarita foi abaixo e a população comentava alegremente “são as ruínas desse governo horroroso”.

Turismo

Anda feia a frequência dos “ônibus de excursão” ou “ônibus de farofeiro” em Arraial do Cabo, quem vive de turismo está assustado, já o poder público nada faz para tentar evitar esse tipo de frequência.

Turismo 2

As cenas mais marcantes desse tipo de turismo são os “turistas” empurrando ônibus velhos e caindo aos pedaços que se negam a funcionar, isopores gigantes com comida que ferem leis municipais, boias de camará de ar de caminhão, a volta pra Caxias e São Gonçalo tem sido tensa.

Tequinho

O governo interino do prefeito Tequinho vem tentando deixar várias armadilhas para o prefeito eleito Renatinho Vianna (PRB), estão tensas as coisas nos bastidores político.

Secretariado

Por falar no prefeito eleito Renatinho Vianna (PRB) a imprensa está tentando de todas as formas descobrir o nome dos novos secretários e coordenadores, mas até o momento o Renatinho faz segredo absoluto.

Urubus


E para finalizar os urubus seguem como parte do símbolo do Governo Andinho/Tequinho, não falta urubu pelas praias e ruas da cidade.

Cabo Frio e seus 401 anos de Encantos e Desafios. Por Davi Matos


Nossa belíssima Cabo Frio atravessa momentos de dificuldades financeiras e vem enfrentando diversos desafios.

Todavia, momentos tenebrosos - e se Deus quiser, passageiros - como esse, não devem apagar os encantos da cidade, que continua sendo o 7° destino mais visitado do Brasil e nada mais nada menos do que a capital da Região dos Lagos.

Isso me faz lembrar de uma infeliz coincidência: o atual prefeito, Alair Corrêa, já foi o Chefe do Executivo em um período próspero, e sua gestão foi a responsável por inúmeros avanços em infraestrutura para o fortalecimento do Turismo.

Seu governo foi o responsável, por exemplo, pela construção do maior Pólo de Moda Praia do país - o Shopping da Rua dos Biquínis -, do Boulevard Canal - que se tornou o principal centro gastronômico da cidade, com uma vista deslumbrante para o Canal do Itajurú -, e recentemente, pela construção da orla mais bonita do Brasil, da Praia do Forte, com um conjunto de dar inveja, com os quiosques moderníssimos, a luxuosa Praça das Águas, Praça Verde e Skate Park.

Enfim, feitos para serem descritos é o que não faltam, entretanto, o que importa dizer é que o legado deixado pela gestão Alair Corrêa, será de grandes realizações, um mérito que nenhum governante ainda conseguiu conquistar.

E foi no governo Alair que Cabo Frio se tornou a "cidade mais limpa do Brasil", título dado pela Revista IstoÉ.

A parte ruim da história é que hoje ninguém reconhece o esforço desse grande gestor para manter a ordem na cidade e equilibrar as contas com tão poucos recursos.

Infelizmente, Cabo Frio não é mais uma cidade rica como outrora. Mais triste ainda é saber que isso não deve mudar de uma hora para a outra, e que esse mesmo homem, responsável por grandiosos feitos, também levará a culpa de algo que não fez. Foi crucificado por assumir a prefeitura em um período de queda na arrecadação e por não saber "fazer mágica" ou "multiplicação de dinheiro".

Finalizando, só desejo que dias melhores venham para nossa Cabo Frio, que o povo um dia enxergue o tamanho da injustiça que cometeu, e que isso não seja tarde demais.
Parabéns Cabo Frio!


Davi Matos. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Bastidores da Política e da Imprensa em 04/11/2016


Câmara de Vereadores

Está feia a situação de nunca ser realizada uma sessão na Câmara de Vereadores de Cabo Frio, a última sessão foi cancelada por falta de quórum.

Presidência

O pau segue comendo para ver quem sentará na cadeira de presidente da casa legislativa de Cabo Frio, a guerra principal é entre Luis Geraldo (PRB) e Aquiles Barreto (SD).

Presidência 2

Vanderlei Bento (PMB), Jefferson Vidal (PSC) e Rafael Peçanha (PDT), também seguem bagunçando a disputa, todos são candidatos à presidência da casa.

Marquinho Mendes

O prefeito eleito, e dono da maior bancada de vereadores, ao que parece não se meterá na escolha do presidente da casa, pelo menos não oficialmente, já que governar sem ter um presidente amigo é muito difícil.

Farra das passagens

Caiu como uma bomba na cidade o fato dos ex-deputados, Dr. Paulo César (PSDB) e Bernardo Ariston (PR), terem sido denunciados pela Procuradoria da República pela "farra" da passagem, o nome dos dois ex-políticos saiu das tumbas rapidinho.

Farra das passagens 2

A notícia foi tão impactante que o ex-político Bernardo Ariston, filho do dono da Rádio Litoral FM, já anunciou que fará seu programete na rádio do papai. Que coisa!

Covardia

O verão se aproxima e a cidade de Búzios segue sem hospital de emergência, a população está desesperada e os turistas estarão sem nenhuma assistência enquanto visitam o balneário.

9.257


Ontem (03/11) o Blog Cartão Vermelho recebeu 9.257 visitas de IP, isso sem copiar matéria de nenhuma imprensa nacional e só abordar temas de relevância política para Cabo Frio e Região dos Lagos, aqui não se explora crimes e tragédias humanas. Fica aqui mais uma vez nosso agradecimento a você leitor que nos escolhe como fonte segura de suas informações.

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