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terça-feira, 10 de julho de 2012

Coluna do Demerval Soares.



Edmundos, Patrícias, Joel, Volantes e um Flamengo sem Direção!!!!!

O Clube de Regatas do Flamengo vem há anos passando por administrações incompetentes e desastrosas, chegando a estar perto da casa de meio bilhão de reais de dívida, com o patrimônio físico se depreciando e o sonho de, por exemplo, transformar o ”Ninho do Urubu” em um Centro de Treinamento moderno engatinhando com as promessas dos dirigentes que se sucedem no poder.

O ápice dos desmandos foi em 2002 quando ocorreu o Impeachment do presidente Edmundo Santos Silva que foi acusado, dentre outras coisas, de improbidade administrativa e desvio de dinheiro no contrato de jogadores, bem como, com a parceria com a empresa ISL.

Dez anos passados não mudou quase nada na Gávea, em 2009, no campo, depois de alguns desencontros, mais uma vez o Fla ressurge das cinzas, resgata Adriano e Petkovic, jogadores que sequer estavam atuando, pois Adriano voltava da Itália e passava por um momento depressivo em sua vida e Pet não estava nos planos. Pois bem, quis o destino que Adriano se recuperasse, Pet entrasse em acordo, em forma e liderassem o Fla, 17 anos depois a  mais um título brasileiro, surgindo seu sexto e sonhado Hexa.

O mais incrível em tudo isso era que o clube neste momento estava com seu presidente Márcio Braga licenciado e quem estava no comando era seu vice Delair Dumbrosck, que vinha fazendo um bom trabalho e, com a conquista do título, a grande massa da torcida que torce, mas não vota, imaginava que ele seguiria no cargo. Ledo engano, surgia naquele momento uma esperança, uma ex-atleta, uma cara nova, mulher, que contagiou a maioria dos associados e principalmente ídolos do passado e, claro, do futebol como Zico, Júnior entre outros. Ela era Patrícia Amorim, ex-nadadora do clube.

E não deu outra, política com mandato de vereadora, fora do clube, não teve dificuldades para se articular e se fazer convencer sobre suas intenções e seu amor pelo clube que a projetou.

Pois bem, mais uma vez fomos nocauteados por uma má administração, essa para mim, em alguns aspectos até pior do que outras, pois foi o maior momento da história do Flamengo em arrecadação, não só com verbas da televisão, como também de patrocínios. Mas o que vimos foi a empolgação da eleição dar lugar a incompetência da falta de planejamento, quando teve que colocar Marcos Braz, Vice de Futebol e homem forte de Delair Dumbrosck, porque não tinha em sua equipe alguém para dirigir o carro chefe da gestão do clube que é o futebol. Com isso, os problemas se sucederam, acabou se desentendendo com ele, e começava então aí a destacar sua principal característica: a traição, de repente aprendida e demonstrada há pouco como vereadora onde traiu seu partido, o PSDB, e foi para o PMDB para ficar ao lado do prefeito, do governador, enfim, do poder.

Patricia convidou Zico , o maior ídolo de todos os tempos do clube, para ser diretor executivo, como a apoiou na eleição, aceitou o convite e tentou somar forças ao seu trabalho para melhorar a imagem e os rumos do Clube. Porém, Zico, não passou de três meses, como começou a descobrir negócios escusos e ingerências dos conselhos nas diretrizes da instituição, como a do presidente do Conselho Fiscal do Flamengo, Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo , ex-Chefe de uma Torcida Organizada, o mesmo presidente contra-atacou e processou Zico de beneficiar-se do Fla em uma parceria com seu clube o CFZ, nada provando na justiça.

Zico, indignado, sentiu na pele a falta de caráter de Patrícia, que preferiu ficar fiel ao Presidente de um Conselho Fiscal, que sabe-se lá como chegou a tal cargo, a defender um ídolo eterno que além de fazer e  ser parte da maior história do clube, acreditou em seu discurso de mudança e de renovação, até mesmo, da estrutura organizacional da instituição, que criada há décadas não comporta mais o tamanho do negócio chamado FUTEBOL.

Daí em diante até o momento, sua gestão tem atropelado a si mesma, é uma derrapada atrás da outra, contratações equivocadas, passamos por 05 técnicos: Andrade, Rogério Lourenço, Silas, Wanderley Luxemburgo e atualmente Joel Santana, tivemos uma jogada de marketing contratando Ronaldinho Gaúcho, jogador já sem mercado de primeiro nível na europa, em parceria com a Trafic , empresa em que investe no mercado de jogadores, salário altíssimo apostando pricipalmente em seu retorno publicitário, sendo que a parceira arcaria com a maior parte e o Fla com a menor , contudo ela teria participação em patrocínios conseguidos com sua chegada ao clube.

Mais uma vez a traição acontece, devido à falta de um setor de marketing de primeira linha, e também a falta de carisma de R10. A dificuldade de se conseguir patrocínios, em especial, o patrocínio master,  com isso, salta aos olhos a flagrante incompetência desta gestão, e consequentemente, passa por cima do acordo com a Trafic e cria uma parceria com a Nine do ex-jogador Ronaldo, do mesmo ramo, para conseguir um patrocinio master e extremece de vez as relações com a trafic. Não demorou muito para serem cortadas as relações, mas a presidente, mesmo vendo o alto custo que ficaria manter o jogador sem a parceira, garantiu que bancaria sozinha, ou seja, o clube arcaria com todo o pagamento ao atleta.

O tempo passou, ela não pagou o jogador como prometera, também não comandou o clube, nem mesmo deu a entender ao jogador Ronaldinho que deveria respeitar a instituição e honrar aquela camisa que é paixão de uma nação de mais de 35 milhões de torcedores, com isso , ele não só não esteve dígno em campo, como fora dele e, pior, ela viu tudo, mas como não está no comando pelo clube e sim pelo poder, pensou que a manutenção dele , mesmo não condizendo com os valores que se deve ater quando se representa uma marca tão forte igual a do Fla, poderia ajudá-la em seu futuro político, tanto fora , como vereadora , como no clube, mas  acabou sendo surpreendida, tendo ele reinscindido por justa causa e ainda cobrando na justiça o direito de receber todo o contrato que seria de 04 anos. 

Pego o episídio de R10 e de Zico como os principais atos de incompetência de sua administração, mas não posso esquecer aqui da demissão de Wanderley Luxemburgo, que apesar de não fazer um grande trabalho em campo, mesmo sendo campeão carioca invícto e classificado o time para a Libertadores da América, não conseguiu dar um padrão de jogo ao time e, consequentemente, não conseguiu a aceitação da maioria dos rubru-negros. Mas é inegável que Wanderley foi fiel a presidente, o problema é que pela manutenção de seu projeto político, preferiu manter Ronaldinho à dar apoio ao técnico, fritando-o até sua saída, pois o mesmo chegou a denunciar indisciplinas de Ronaldinho, mas para quem é especialista em trair, só foi mais uma.

Mas se fora das quatro linhas a presidente não conseguiu encontrar o rumo, com a saída de Wanderley ela buscou Joel Santana, técnico com seu jeito bonachão, que apesar de também estar em decréssimo em sua carreira, tem uma história vitoriosa. Porém , atualmente, parece que perdeu ainda mais o time ou tempo do ataque, o medo de perder é tão grande que enche o time de volantes e, nem assim, não deixamos de perder, pior, abdicamos da vitória, Joel, sem saber, administra dentro de campo igual Patrícia faz fora dele, existem volantes, mas não há direção da vitória, se defende, mas não consegue impedir a derrota.

A solução para encontrar um caminho existe, porém, é necessário que a grande pluralidade de políticas do clube se singularize em prol da grandeza desta instituição em detrimento de suas vaidades pessoais, pois, com um patrimônio humano de uma Nação de apaixonados de mais de 35 milhões de torcedores, o Clube de Regatas do Flamengo tem  todas as condições para se tornar um dos maiores clubes do mundo.

Leonardo, ex-lateral e Tetra-campeão Brasileiro em 1987 pelo clube, hoje  Diretor Esportivo do Paris Saint Germain, disse há um tempo atrás que teria interesse em disputar uma eleição para presidir o Flamengo, porém, se faz necessário uma reforma no estatuto, em que desatasse as amarras de uma estrutura burocrática criada em outros tempos, ou seja, com a evolução do futebol, entrando  no mundo dos negócios e , como carro chefe do clube, não há mais espaço para mantê-lo como parte de um clube social.

Mas é questão de competência desvinculá-lo, caracterizando-o como empresa, para dar agilidade às ações progressistas necessárias para levar o clube aonde ele pode chegar, e não ficar emperrado nas engrenagens políticas de poderes enferrujados pelos parasitas que se agarram nesta estrutura verticalizada, paralisando o clube há anos, impedindo que jovens, como Leonardo ou até mesmo Zico, como presidente, possam encontrar uma direção, um rumo, sem ser tolhido por esse ou aquele conselho, ou mesmo um presidente ou um grupo que apenas querem se locupletar do poder  em detrimento do desenvolvimento do clube.

Demerval Soares
Bacharel em Administração de Empresas e
Pós-graduado em Gestão Empresarial

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