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RESTAURANTE DA PONTE

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Coluna do Cyro Maldonado




Dois pesos e duas medidas.

Em tempos de JMJ e Expo Gospel iniciarei com um trecho bíblico do livro de Deuteronômio (25: 13 -16.).

Não tenham na bolsa dois padrões para o mesmo peso, um maior e outro menor. Não tenham em casa dois padrões para a mesma medida, um maior e outro menor. Tenham pesos e medidas exatos e honestos, para que vocês vivam muito tempo na terra que o Senhor, o seu Deus, dá a vocês. Pois o Senhor, o seu Deus, detesta quem faz essas coisas, quem negocia desonestamente.

Este trecho bíblico me fez refletir sobre a pseudo-oposição de Cabo Frio e seus agentes multiformes. É notório que no Brasil as instituições estão esculhambadas, sindicatos entre outras entidades de classes, vendidos e sem a menor representatividade. Não é segredo que o motivo da insatisfação generalizada da população é justamente o silêncio recorrente de seus antigos representantes, e esta realidade fez com que a população assuma o protagonismo nesse momento.

Cabo Frio é um capítulo curioso nesse cenário confuso. Aqui os conceitos de direitos e deveres são interpretados de acordo com o gosto do freguês, pois um mesmo episódio, dependendo do lado que ocorra, pode ter duas interpretações.  Se o governo passado não executou determinada obra é porque estava muito ocupado com o social, mas se o governo atual ainda não fez é por pura incompetência. Quando a oposição fala mal, atacando inclusive a vida pessoal do prefeito, é crítica construtiva, mas quando o governo atual aponta as dificuldades enfrentadas, devido aos rombos deixados pela antiga administração, fala por rancor.

Voltamos ao ano de 2012, quando o Marcos Mendes tentava empurrar Jânio Mendes pela garganta dos servidores e de toda a população, na ocasião deu um pé no traseiro de um conhecido funcionário indicado por Alfredo Gonçalves, após o vereador declarar seu apoio ao candidato Alair Correa. Dias mais tarde, convocou todos os funcionários da prefeitura e na presença do candidato Jânio Mendes, em tom ameaçador, disse que quem não trabalhasse para Jânio estaria fora. Segundo ele, isso não era perseguição e sim uma questão de justiça. Morando no Braga e trabalhando ao lado de minha casa, só porque colei os adesivos do Alair no meu carro, tentaram me transferir para Maria Joaquina, já que não podiam me demitir. Vivíamos no período do beijo no coração e pé na bunda.

Todos sabemos que qualquer governante tem o direito de nomear agentes públicos para cargos de confiança, e que esses cargos são comumente ocupados por pessoas comprometidas e identificadas com o governo. Basta que para isso possuam a formação necessária para tal. Quando o atual administrador substituiu funcionários da outra gestão por outros de sua confiança, foi chamado de perseguidor.

Uma oposição responsável pode até ser benéfica para qualquer governo, pois as críticas e reivindicações auxiliam o administrador na identificação de áreas que precisam de maior atenção. O que vemos em Cabo Frio é justamente o contrário. Entidades sindicais que se alinharam com o antigo prefeito e permaneceram caladas por vários anos, agora se levantam contra o governo. Criticam e absurdamente criam boatos com a única finalidade de incitarem os servidores contra o prefeito. Como num passe de mágica, esqueceram o passado recente, onde os servidores recebiam esmolas e salários inferiores ao mínimo nacional. Será que nem o número cada vez menor de servidores, que comparecem nas assembleias convocadas pelas entidades sindicais de Cabo Frio, faz com que reflitam?

A falta de ética é tão explícita que não se pronunciam sobre as recentes condenações do antigo prefeito pelo desvio de verbas previdenciárias, compra de uniformes e aluguel de veículos de empresas fantasmas. Quando são provocados em relação ao assunto, se esquivam e tentam justificar mencionando outros fatos que nada tem em comum com os atos criminosos praticados pelo antigo prefeito nos seus 8 anos de farra.

 Iniciei com um trecho da Bíblia, mas vou terminar com uma citação do mais notável ateu que tenho conhecimento.

"O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas covardias do cotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for suscetível de servir aos nossos interesses." - José Saramago. 

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