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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Coluna da Menina de Ouro, Vânia Carvalho




Progresso já! Porém consciente.

Muitos tem reclamado, criticado e considerado as obras da nova orla um desperdício de dinheiro. Muitos avaliam sociologicamente a questão se preocupando mais com o conceito acadêmico do que com a realidade, aliás os chamados mestres especialistas costumam priorizar muito mais a definição literal do que essa realidade que vivemos.

Cabo Frio apresenta um perfil muito diferente  de algumas cidades turísticas onde a questão ambiental é o foco atrativo. A questão que a maioria dessas cidades, cujo interesse vital é a preservação de seu habitat natural, não passam de pequenas localidades com menos de 30 mil habitantes, bem diferente de Cabo Frio que já chega na casa dos 200 mil , o que acarreta todo tipo de problema. Um deles é a falta de empregos gerando a necessidade de um planejamento encima do que a cidade tem pra oferecer de melhor, que é o TURISMO. 

Com a ausência de um parque industrial que criaria uma outra opção na oferta de empregos, Cabo Frio se vê na obrigação de fazer do seu atrativo turístico uma forma de potencializar a economia local.

Para isso é importante fomentar essa questão econômica através de atrativos que gerem renda e faça circular melhor o dinheiro. Assim sendo, o investimento alto em reformas dessa estrutura apelativa se faz necessário para inovar um mercado que traga melhores opções de negócios.

A natureza que a cidade oferece, com suas belas paisagens não suprem esta deficiência em termos de empregabilidade, o que torna importante a criação de obras voltadas para o desenvolvimento econômico.

Hoje a sustentabilidade vem para dar subsídios ao  progresso desenfreado, sem ferir com isso nosso meio ambiente. Cidades da Europa já fazem isso de maneira satisfatória e não vejo ninguém criticar os balneários de 1º mundo que souberam se adequar aos interesses econômicos associados a preservação ambiental. Mas aqui em Cabo Frio tudo vira motivo de chacota ou de embates contra esse tipo de desenvolvimento  capitalista ganancioso na visão dos mais radicais ambientalistas.

O fato é que podemos muito bem associar progresso e sustentabilidade de uma forma ordenada e equilibrada, para fins de preservação dentro de um desenvolvimento consciente, o que não impede em nada a construção de novas obras como a nova orla e os projetos da construção de  resorts e hotéis de bandeiras de renome.

Cabo Frio pode ser  uma cidade moderna, organizada , desenvolvida e ao mesmo tempo continuar com suas belezas naturais intactas, basta sustentar. 

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