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quinta-feira, 20 de março de 2014

Velha Senhora – o Day After. Por Walter Biancardine




Foi bom sentir o velho gosto jornalistico novamente, adormecido desde meus bons tempos no bravo Lagos Jornal.

Aquele misto de satisfação ao atingir o alvo em cheio numa determinada matéria, ver o bicho saltar com o impacto do petardo e curtir o sádico mas vitorioso prazer de perceber, no grunhir do moribundo, uma vaga ameaça impotente – na realidade, um estertor derradeiro do vencido.

Constatar que o alvo acusou o golpe é meu recibo de estar com a razão, pois os justos não revidam.

Para começar meu texto, devo abrir um parêntese para esclarecer que, em que pese algumas divergências particulares com o amigo Álex Garcia – e com o Sr. Ima de Confusão, quem não as tem? - as mesmas se resumem á opiniões minhas sobre vocabulário, algumas atitudes incompreendidas de ambas as partes e sua subsequente irritação e mal humor – com direito mesmo á palavrões murmurados no íntimo. Isso posto devo dizer que, contrariamente ao objeto de meu texto anterior, Álex nunca me traiu e nem soube que houvesse traído alguém. Da mesma forma, seu blog de sucesso passa longe da intenção jornalística pura, evidenciado pela linguagem figadal adotada em assuntos que o irritam – ao contrário dos escritos da parte atingida que, não apenas crê ser especialista em todo o conhecimento do gênero humano como também deixa entender que priva da intimidade do poder.

Álex, por outro lado, se um dia publicou ou falou coisas ainda desconhecidas pelo comum dos mortais, deveu-se á sua proximidade com os protagonistas do fato e não por uma patológica megalomania vaidosa de dizer-se “intimo e conhecedor dos bastidores do poder”.

Esta insólita confidência é conveniente quando temos diante de nós verdadeiras almas penadas, falecidas e esquecidas, mas que insistem em reclamar um prestigio e influência que jamais tiveram. E pior: que, em revide, tentam nos ameaçar com postagens ou qualquer outra inconfidência de priscas eras.

Essa é a hora em que o sangue calabrês fala mais alto, e valho-me novamente dos préstimos de Álex – que amo ou odeio a depender de seu próprio vento e nunca escondi isso – para deixar os recados de lado e enfiar direto (à moda alexiana) o dedo na ferida – sem citar nomes, que ando sem paciência demais para me abalar a responder processos natimortos.

Em primeiro lugar, a Alma Penada que atingi feriu-me primeiro sem que nada eu tivesse feito que justificasse a verdadeira condição de risco que uma intriga sua me colocou. Não faço parte de nenhum “grupo de insatisfeitos” que querem derrubar homens de confiança de um chefe maior – o qual fui incluído por ela sem ser consultado, já que os “insatisfeitos” resumem-se á própria Alma Penada, ferida de morte em sua posição subalterna. Aliás, a Alma sempre deixou claro que jamais se acostumou com a palavra “sub”.

Em segundo lugar, expôs á todos os envolvidos (por ela) na trama aos mesmos riscos e, por fim e fracassado seu intento, teve a petulância de ligar para a minha mulher – que nada tem a ver com isso – e ameaçar-me de demissão.

E por isso traiu, tramou e teve a ousadia de arriscar um motim, tipo “golpe de estado” mesmo, para destituir seu superior imediato e tomar seu lugar – ou lá tentar colocar um fantoche – em clara subversão e desacato á determinação e escolha do principal chefe, que é o único que possui este poder, o qual obedece apenas á seus próprios critérios.

E como fez isso?

Pois bem, trata-se de um plano tão insano que beira a ingenuidade ao acreditar que, falando para Fulano que Beltrano não suporta o chefe, e para Beltrano que Fulano igualmente não tolera, conseguiria uma maioria votante (!) que destituiria seu desafeto da sua almejada poltrona.

Essa Alma Penada, valendo-se de um grau de intimidade profundo – o qual, não sei se sua vaidade permitiu que notasse, jamais foi recíproca – enviou-me um e-mail relatando que “todos lá” queriam a cabeça do chefe, e que uma reunião estava marcada para efetivar sua “remoção”. Incluiu-me compulsoriamente entre os “descontentes” e, não bastasse, insinuou que o mesmo não seria exatamente um exemplo de honestidade com o dinheiro, inundando-me de tantos telefonemas – cada um mais cabuloso que o outro e com acusações de roubo, imputadas á seu então desafeto – que não tive outra alternativa a não ser falar com o próprio “acusado” o que se tramava, e mostrar-lhe provas.

Resumindo: criou uma intriga, chamou seu chefe de ladrão, arregimentou pessoas com base na mais pura alcovitagem e agora – justissimamente relegada ao ostracismo – desafoga seus recalques em escritos pseudo-jornalisticos com o mesmo doentio método: se antes afirmava, agora escreve que é íntima de seu chefe maior, que compartilha segredos com o mesmo e á ele envia relatórios (atribui-se, incrivelmente, o cargo de X9!), conselhos e, não bastasse, desanca publicamente seu local de trabalho e todos os funcionários – obviamente insinuando que “aquilo lá não anda sem ela”, a Alma Penada.

E foi justamente pela deseducação, desrespeito aos colegas de trabalho, difamação pública de uma organização importante e absoluta falta de ética por parte da Alma Penada, em cuspir em um prato que ainda come, que resolvi escrever o texto de ontem.

Mas... e a vida tem sempre um “mas”, como ensina a filosofia alexgarciniana, a indigitada Alma resolveu vestir a carapuça e ameaçar-me – conforme já disse – em seus escritos pseudo intimos do poder. Esta Alma me conhece e sabe o terreno que pisa: sou um cara de poucos talentos, mas acho que escrever eu sei, e por isso tal criatura limita suas ameaças á conversas antigas e evita o confronto escrito. Portanto, aqui fica o desafio que deixo escrito, bem claro e com todos os ii e yy, para que seja bem entendido: eu DESAFIO E FAÇO POUCO – repito, DESAFIO E FAÇO POUCO que o ectoplasma em questão publique as tais “postagens” que eu teria feito e que seriam tão fatais para mim. De público me comprometo em não tomar nenhuma medida judicial contra seja lá o que for que ela publique, de minha autoria, e que seja tão comprometedor quanto ela diz.

Nada faço ou digo escondido, tenho uma vida normal e mantive durante anos o blog “Crônicas & Agudas” no qual eu rasgava minhas dores mais particulares sem nenhuma cerimônia, e minhas posições políticas foram publicadas de maneira claríssima no meu outro blog, o do Jornal Opinião.

Ambos ainda estão no ar, embora parados, e qualquer um poderá conferir as misérias particulares – porres homéricos pela solidão de ainda não ter uma Andréa em minha vida – ou mesmo a absoluta repulsa que sinto ao pensamento de esquerda, criador de cisões sociais e viciante em suas esmolas demagógicas.

Nunca escondi quem sou, meus defeitos, minhas idiossincrasias odiosas, meus vícios em cigarros, aspirina e café, meu desacordo com Álex por um vocabulário que hoje compreendo, minhas desavenças políticas com o professor Chicão – mas que o bom e velho rock and roll nos une – e até mesmo, em meus tempos de mero turista, a bronca que fiquei do Prefeito Alair Corrêa, na época, por ele ter modernizado a cidade – afinal, eu era um turista, não precisava trabalhar nem morar aqui, e queria meu “paraíso selvagem” intocado – um egoísmo que inclusive publiquei em meu blog como “mea culpa”.

E do mesmo modo que minha antiga bronca com o Prefeito transformou-se em admiração tão logo precisei arranjar um emprego e morar em Cabo Frio, talvez a quizilia da Alma Penada e sua verborragia se transforme em silêncio, assim que se veja na contingência de mostrar suas “provas ocultas”.

Encerro esta agradecendo a paciência do amigo Álex e a do leitor, e repetindo um parágrafo anterior:

DESAFIO E FAÇO POUCO. PUBLIQUE, SE FOR CAPAZ.

E não tornarei a tocar no tema, até que isso aconteça.
Walter Biancardine

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