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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Não Existe Meia-Entrada - Por Carlos Matheus


Não Existe Meia-Entrada

No Brasil, graças ao Estatuto da Juventude e aos direitos dos estudantes, jovens de 15 a 29 anos e estudantes do Ensino Regular e Superior, pagam meia-entrada ao comprarem ingressos para eventos culturais e esportivos, como shows, cinema, jogos de futebol, etc. Ou seja, pagam metade do valor de um ingresso normal. Mas como um estabelecimento faz para cortar 50% do valor total de uma entrada inteira? Como a meia-entrada funciona na prática? Para entender o funcionamento dessa prática é necessário ter a consciência que isso não passa de um jogo populista, ou seja, na prática elas não existem.

O fator que traz a conclusão da inexistência delas é que alguém acaba compensando o valor que deixou de ser pago, por quem dela faz jus, sendo assim, a pessoa quem compra uma entrada acaba pagando pelo preço da entrada que comprou mais o preço da meia-entrada que o jovem deixou de pagar. Por exemplo, num cenário onde não exista essa prática, o valor do ingresso seria no total de R$ 12,00, mas a partir de um momento que se estipulam a lei da meia-entrada, o valor do meio ingresso vai a R$ 6,00 e o valor total do ingresso vai a R$ 18,00, para compensar os R$ 6,00 perdidos com a meia-entrada, como a metade de dezoito é nove, o valor da meia vai a R$ 9,00. Com este cenário, o beneficiário receberia um desconto de apenas R$ 3,00, em contrapartida, os que continuaram pagando interia receberam um acréscimo de R$6,00 no valor total de um ingresso. Como podemos ver, a partir da adoção da lei da meia-entrada, ter acesso à cultura passou a ser mais oneroso para a maior parte da população.

Bem, alguns devem estar pensando que para evitar a alta dos ingressos é só os tabelar os preços, impedindo que as empresas aumentem o preço das entradas. Mas acontece que a partir do momento em que a lei da meia-entrada fica ativa, os estabelecimentos passam a levar prejuízo, e como nenhuma empresa consegue se manter ativa no vermelho, o aumento das entradas inteiras é providencial para evitar a falência, caso o governo proíba esse reajuste, como consequência várias empresas do ramo cultural entrarão em falência, gerando assim o desemprego de muitas pessoas. Outras pessoas devem estar pensando que para impedir o aumento do preço dos ingressos inteiros, é só o governo subsidiar as meias-entradas, mas acontece que um governo consegue dinheiro através de duas formas: através do recolhimento de impostos dos contribuintes, ou através da emissão de dinheiro sem lastro. Se um governante usar o dinheiro dos impostos para subsidiar as meias-entradas, ele terá que deixar de enviar essa verba para uma área importante, ou até mesmo ter que aumentar os impostos, deixando o contribuinte com menos dinheiro; mas caso o governante use a emissão de dinheiro não lastreado para subsidiar a meia-entrada, o mesmo estará causando um descalabro econômico, inflacionando todos os setores da economia.


Como podemos ver a meia-entrada só serve para deixar o lazer da população mais oneroso, entrando em contradição com seu objetivo. A partir do momento em que a lei da meia-entrada é promulgada, o setor sofre uma inflação dos preços, como consequência direta, e caso o governo queira interferir mais ainda, a inflação ocorrerá em toda a economia ou então os impostos aumentarão.  Como toda medida populista, a meia-entrada não passa de um esgoto a céu aberto, escondido da população por telas pintadas por Da Vinci, a fim de esconder sua verdadeira face grotesca e fazer com que todos acreditem ser algo esplêndido, fazendo com que o povo se revolte caso alguém tente fechar o esgoto.

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