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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Cabo Frio recebe auxílio da Marinha para combater o mosquito Aedes aegypti


Campanha Zika Zero teve início no sábado, com a participação de cerca de 800 militares da Marinha

Cerca de 800 militares da Marinha estão nesta segunda-feira (15/2), junto aos agentes de endemias de Cabo Frio, dando continuidade à Campanha Zika Zero - em apoio ao Ministério da Saúde - que tem o objetivo de conscientizar a população sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti. Nesta etapa, além de distribuir material impresso com o propósito de informar e engajar a população na campanha de conscientização, de forma a evitar a proliferação do mosquito responsável pela transmissão de doenças como a dengue, a febre chinkungunya e o Zika vírus, os militares também estão visitando as residências identificadas com possíveis focos do mosquito, para a aplicação de larvicida e o combate efetivo.

A Campanha Zika Zero, realizada em conjunto com as Forças Armadas, está organizada em quatro etapas: mutirão em organizações militares, mobilização da população, atuação direta no combate ao mosquito e trabalho de conscientização em unidades de ensino. No sábado (13/2), no dia nacional de mobilização, as equipes visitaram as residências a fim de mobilizar a população. Durante todo o dia, os militares que servem no Comando da Força Aeronaval em São Pedro da Aldeia, visitaram residências e estabelecimentos comerciais e públicos, acompanhados de agentes de saúde, fazendo a distribuição de panfletos educativos.

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ivo Bucaresky, acompanhou a ação em Cabo Frio, juntamente com o Contra-Almirante Sérgio Nathan Marinho Goldstein, comandante da Força Aeronaval de São Pedro da Aldeia.  O comandante da Força Aeronaval ressaltou a importância da inserção dos militares na campanha Zika Zero.

- A visita dos militares fardados gera maior confiança na população para abertura das residências, facilitando o trabalho dos agentes – destacou Goldstein.

Para erradicar o Aedes aegypti e todos os seus possíveis criadouros, o Ministério da Saúde recomenda à população a adoção de uma rotina com medidas simples para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são o suficiente para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem ser os vilões e servir de criadouros para as larvas do mosquito. Outras iniciativas de proteção individual também podem complementar a prevenção das doenças, como o uso de repelentes e inseticidas para o ambiente.

- Enquanto ainda não existe disponível no mundo uma vacina para o vírus Zika, o combate aos focos do mosquito é a única forma de prevenção da doença, protegendo gestantes e crianças. Esse vírus tem sido associado ao aumento de casos de microcefalia em bebês quando as mães são infectadas durante a gestação – disse Ivo Bucaresky, durante sua visita a Cabo Frio.

Segundo o secretário de Saúde de Cabo Frio, Carlos Ernesto Dornellas, a ação em Cabo Frio se concentrou nos bairros de maior incidência do mosquito como Botafogo, Florestinha, Unamar, Santo Antônio, Aquarius e Nova Califórnia, no distrito de Tamoios; e  em São Cristóvão, Centro, Parque Burle, Jardim Caiçara e Palmeiras, no distrito-sede.

- Esses pontos foram identificados anteriormente pelas equipes de combate à endemias do município durante as visitas domiciliares que são realizadas no dia a dia - explicou Carlos Ernesto Dornellas.

A quarta etapa da campanha prevê a utilização de efetivos militares em visitas a escolas públicas e particulares, com o objetivo de reforçar o trabalho de conscientização das crianças e adolescentes.


Matéria e fotos: Alexandra Oliveira

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