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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Respeitável Público - "Toma a Caneta é Sua". Por Manoel Atanásio


TOMA, A CANETA É SUA! - Como governar uma cidade que precisa começar do zero?

Todos os recursos adquiridos em nossa cidade hoje, vão para folha de pessoal e pagamentos de serviços essenciais como saúde, educação e coleta de lixo. Segundo o antigo e agora o atual prefeito! 

Durante décadas a riqueza recebida por cabo frio se esmiuçou em promessas vazias e sonhos que nunca saíram do papel. Hoje ao olhar para trás é muito fácil falar do que éramos e do que hoje somos, todavia é necessário dizer que se algum "profeta" se atrevesse a falar sobre o que hoje atravessamos, certamente seria apedrejado pela grande maioria da população, a mesma população que não pensava em outra coisa a não ser em ganhar dinheiro nas altas-temporadas e shows de renomados artistas e "turistada" gastando. 

Claro que isto era bom, muitas famílias conseguiram suas casas próprias e a sua independência através da efervescência daqueles dias. Se por um lado os governantes tinham conseguido segurar os ânimos da população com esse efeito "pão e circo", por outro, não era possível administrar a chegada cada vez mais frequente de quem queria um lugar ao sol nesta cidade dos "sonhos". Em 20 anos saltamos para mais 100 mil habitantes em busca de sossego, sombra, praia e água fresca, entre estes, EU!

Com esse fenômeno dos cofres abarrotados pelos royalties, muitos saíram de cena da corrida pela independência trabalhando nas altas-temporadas e uma nova modalidade era criada, algo bem mais rentável e sem o sol do dia a dia nas costas, me refiro aos grupos políticos que viram alí uma oportunidade de se ganhar bem sem muito esforço, ou melhor, esforço de 4 em 4 anos. Nessa divisão de quem era melhor do que quem, a cidade foi atravessando o "Mar Vermelho" sem esperar pelo "Moisés" (prefeito) que pudesse levá-la ao outro lado (progresso) e foi se afundando em dívidas, obras inacabadas, saúde e educação precárias e falta de estrutura mínima para dar aos seus cidadãos. O tempo foi passando e para manter essa nova modalidade (grupo político) muito dinheiro era gasto, jornais, rádios e cabos eleitorais se deleitavam com quem estivesse no poder.

A bandeira a favor da população era somente um detalhe, algo que poucos queriam levantar e que quando levantavam e mostravam resultados, logo eram  chamados para fazer parte do grupo A ou B e muitos sem nenhuma cerimônia aceitavam na hora. Logicamente que essa  síntese não será capaz de mostrar um terço do que de fato ocorreu. Hoje não adianta discutir de quem foi a culpa de termos chegado onde estamos, muito menos se enganar que tudo vai melhorar de uma hora para outra, não há "messias" que dê jeito num estalar de dedos. A realidade é exatamente esta que se apresenta, velhos chacais no comando da cidade, velhas práticas se repetindo, povo dividido, mídias que manipulam e ausência do poder público no nosso dia-a-dia.

De que adiantou as faculdades e universidades que chegaram por aqui, se nossos formados ou estão desempregados, ou empregados em funções inferiores a sua formação ou então foram para capital atrás de sobrevivência? 

De que adiantou atrair várias empresas grandes (algumas se retiraram daqui) se nosso povo não teve qualificação?

Não devemos e não podemos chorar o leite derramado, a primeira saída para nos erguemos como uma cidade forte é encarando a verdade, verdade que bate em nossas portas e nos diz que precisamos entender que o progresso chegou e se as práticas ainda forem as antigas, o máximo que acontecerá é uma aparente melhora aqui ou acolá, sem nada que nos traga esperanças de dias melhores. Na minha opinião, devemos acreditar nas novas lideranças que tem aparecido em nossa cidade, devemos nos empenhar e sabatiná-los à respeito de como ajudar a cidade a sair desta. Buscar o diálogo franco e aberto, sem bandeiras políticas e observá-los. Agora para os muitos que vivem a jogar a culpa em A ou B, eu digo: TOMA, A CANETA É SUA! Como governar uma cidade que precisa começar do zero? 


Manoel Atanasio da Silva Filho

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