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RESTAURANTE DA PONTE

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Amadeus Ecoa na Passagem. Por José Facury


Venho acompanhando o desenvolvimento dos componentes do Grupo Musical Amadeus, até individualmente desde  2010, e quando estivemos tocando a gestão achamos logo uma forma de evidenciá-lo, os convidando a abrilhantar alguns eventos do Museu José de Dome (Charitas), que, por ser um museu não deveria nunca abrigar gabinete e serviços administrativos, mas sim, o acervo que compõe a nossa história, além de expressões artísticas do nível do grupo que ora comento.

Antes como um trio de cordas, os via como representante autêntico e profundamente arraigado à música para salões e pequenos saraus, o que lhes daria uma sofisticação depurada, entre o clássico e o erudito, mas acabaria por lhes deixar ilhados, diante do terrível massacre popular anti cultural da mídia que este estilo sofre. Partiram então para serem mais ecléticos, indo até às musicas populares, bossa-nova, rock, etc. E mais ainda, se abrem a novas composições desejadas pelo promotor do evento da ocasião, pois os instrumentos ali muito bem executados lhes abre essa possibilidade, inclusive na de ampliação dos seus componentes em acontecimentos mais suntuosos.
                          
Mas sou apaixonado pelas  individualidades do quarteto: o violinista Sérgio Gabriel, mestre de vários pupilos que se revelaram após o aprendizado das suas melodiosas cordas; o maestro Silgueiro das tantas vozes trabalhadas em corais e que acrescenta à virtuose do seu trompete à sua lírica flauta; o violoncelo do Álvaro a ecoar seus lamentos graves pelos nossos becos de saudades e os acordes seguros e criveis do violão do Feliciano, compõem a musicalidade do  grupo que têm mostrado um repertório da boa música em cerimonias e acontecimentos dos mais diversos.

No “Serestas de Inverno” do dia 26, lhes caberá agora o importante papel de levar o seu astral musical seresteiro, aos restaurantes e bares do largo do São Benedito que há muito estava necessitando desse tratamento, por conta das instancias que se juntaram para este brilhante acontecimento no sentido de valorizar a área e seus negócios, como ela já mereceria a mais tempo. Não podemos terminar este comentário sem ressaltar que, sentimos falta ali do clube do poeta e das rodas de jongo que já constituíram também parte da sua historia cultural. Quem tiver dúvidas é so ir lá conferir.

José Facury Heluy
josefacuryheluy@gmail.com

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