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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Ataque na Lagoa termina com dois mortos e cinco feridos


RIO — Um homem esfaqueou e matou duas pessoas na manhã deste domingo na Lagoa Rodrigo de Freitas, embaixo do Viaduto Saint Hilaire, que dá acesso à Fonte da Saudade, na Zona Sul do Rio. Segundo a Polícia Civil, o suspeito é um morador em situação de rua que, após um surto, abordou o motorista João Feliz de Carvalho Napoli, de 34 anos, com uma faca, por volta das 12h. O engenheiro chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. A outra vítima fatal é Marcelo Correia, de 39 anos, que passava pela Lagoa no momento do ataque. De acordo com a Delegacia de Homicídios da capital (DH), Marcelo tentou segurar o esfaqueador, identificado como Plácido Correa de Moura, de 44 anos.

Testemunhas dizem que o autor do ataque, conhecido como Cowboy , nada falou antes de se dirigir à janela do carro e desferiu diversas facadas, com metade do corpo dentro do veículo. A namorada de João Napoli, Caroline Moutinho, que estava com ele no banco do carona, levou golpes de faca em uma das mãos e no abdomen. Ela também foi levada para o Miguel Couto. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, o estado dela é estável. Em depoimento à DH, ela afirmou que não houve qualquer anúncio de assalto por parte do homem. João e Caroline iriam se casar em três semanas .

Morador em situação de rua teria esfaqueado motorista e mais duas pessoas. Homem também ficou ferido após o ataque.

A outra vítima é Girlane Sena, técnica de enfermagem dos Bombeiros que foi baleada na perna enquanto socorria as vítimas. Ela foi levada para o Hospital do Corpo de Bombeiros, no Rio Comprido, Zona Norte, deverá ser operada e não corre risco de morte. O capitão médico Fábio Raia, atingido por estilhaços, também está no Hospital dos Bombeiros.

Além dessas vítimas, uma mulher que passava pela rua e que tentou ajudar o motorista também acabou sendo ferida pelo suspeito. Ela foi atendida no local e liberada pelo Corpo de Bombeiros na sequência.


De acordo com testemunhas, policiais militares chegaram logo em seguida e tentaram fazer com que o homem entregasse a faca. Um carro da PM estava parado a poucos metros. Esses policiais foram os primeiros a tentar convencer o homem a se entregar. Após a negativa do suspeito, fez-se uso de arma de choque, sem sucesso. O suspeito foi em direção aos policiais, que acabaram baleando o homem. A ação foi acompanhada por PMs do 23º BPM (Leblon), do 19ºBPM (Copacabana) e do BPTur.

Neste momento, um policial militar, identificado apenas como Mauro, foi ferido por disparos de arma de fogo. O delegado Rodrigo Brand informou que ele tentou conter o esfaqueador com uma arma de choque, mas o taser não funcionou. A DH afirmou ainda que esse soldado foi atingido por estilhaços pelo tiro disparado por outro PM que estava próximo. Na ação, o morador em situação de rua foi atingido por dois tiros na perna e um de raspão na cabeça. Após ser socorrido, ele dizia coisas desconexas e não corre risco de morte.

Vendedora de balas no sinal da esquina, Jaqueline Ferreira foi testemunha ocular do ataque. Ela disse que o morador de rua,conhecido como Cowboy por usar jaqueta, calça de couro e casaco,estava com a mão tremendo, e usou uma faca de açougue, de cabo branco. Ainda segundo ela, o carro de João parou no sinal, com o vidro aberto, e então Cowboy o atacou, sem falar nada.

— Eu havia acabado de sentar no meio-fio, com meu filho. E aí o Cowboy ficou olhando para a gente, ele veio na nossa direção, mas passou direto até encostar no poste. Depois, quando o carro parou no sinal, ele tirou a faca de dentro da calça e começou o ataque. Ele não falou nada, apenas foi direto para matar, foram muitas facadas — explicou Jaqueline, que saiu correndo pela Rua Jardim Botânico até encontrar a polícia.

A dona de casa Giovanna Von Lehsten, de 40 anos, passava pelo local e ajudou Caroline a socorrer João, golpeado em várias partes do corpo.

— Vi um rapaz ensaguentado no chão e a namorada dele pedindo ajuda, gritando por socorro. Imediatamente estacionei o carro e saí para ajudar. Ela estava em choque. Pedi para ela se acalmar e me ajudar a fazer os primeiros socorros. Eu fazia a massagem cardíaca, enquanto ela fez a respiração boca a boca. Depois chegaram várias pessoas para ajudar, e também a polícia. Percebi que o esfaqueador ficou parado no carro branco do casal — conta Giovanna.

Segundo o relato de moradores e ambulantes da região, Cowboy teria sido expulso do viaduto pela população de rua do local há pouco mais de um ano, mas retornou nesta semana.

Leia matéria completa em: oglobo.oglobo.com

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