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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

COLUNA BANZO



LEI ÁUREA : CURTA E GROSSA!


A tão laureada Lei Aurea na verdade é uma Lei curta, talvez a mais curta de toda a nossa história, possui apenas dois artigos (primeiro que cria a abolição e o segundo que revoga as disposições contrárias).

E também se revelou uma Lei grossa, pois não contemplou aos libertos nenhum ressarcimento a quase um século de escravidão e também não compensou os ruralistas de suas perdas financeiras.

A Princesa Isabel foi incauta e, talvez mesmo bem intencionada, decretou uma catástrofe social em nosso país.

O HOMEM NEGRO NO BRASIL

Historicamente no Brasil o movimento abolicionista desenvolveu-se a reboque da Revolução Francesa e da Guerra Civil Norte Americana.

Em 1865 por intermédio da  13ª Emenda da Constituição dos EUA, foi extinta a escravidão naquele país e cerca de 10.000 afro-americanos foram contemplados com 40 acres de terra  e uma mula.

Em 1888, quase um século após a abolição da escravidão nos EUA, o Brasil decreta via Lei Áurea a libertação dos escravos. E cerca de um milhão de afrodescendentes foram catapultados a um mercado de trabalho que os segregavam e sem direito a nenhuma ação reparatória.  

No século seguinte continuamos a reboque dos EUA, e o movimento “Black Power” e a cultura “Black is Beautifull” pouco frutificaram por aqui. Ressalto culturalmente os expoentes Tony Tornado, Tim Maia e Gerson King Combo.

Malcolm X e Martin Luter King, ativistas afro americanos não reverberaram suas ideologias nos trópicos e apenas no fim do século XX, mais especificamente após o “Centenário da Abolição”(1988), que conseguimos consolidar algumas conquistas e consagrar algumas lideranças. 

Carlos Alberto de Oliveira (Caó), Deputado autor da Lei que criminaliza o racismo; Abdias Nascimento, militante e Senador da República; e o Senador Paulo Paim (PT-RS) que ainda nos orgulha, militando pelo exemplo e retidão de caráter.

O HOMEM NEGRO NO RIO DE JANEIRO

O Estado do Rio de Janeiro era a capital do Império na data da abolição da escravatura e sofreu os maiores efeitos sociais dessa catarse social.

A favelização de seu território e a escalada da violência causada pela desigualdade social, encontram resistência na efervescência cultural e na politização de nosso povo.

Agrupamentos culturais como “Farofa Carioca”, Melanina Carioca” e “Nós do Morro” se unem a ONGs como a CUFA (Central Única das Favelas) e formalizam contraponto ao crime organizado, milícias e facções.

O HOMEM NEGRO EM CABO FRIO

Cabo Frio a capital cultural  e referência econômica da região dos lagos, sofreu muito com todo o processo advindo abolicionista.

Com a decadência da indústria salineira e a inatividade da Álcalis, a questão social se agravou e as políticas de segurança dos últimos governadores se revelaram desastrosas.

A UPP migrou a violência e aumentou o risco social dos jovens negros da periferia da cidade.
Agora o Governador Wilson Witzel com sua política de segurança apresentou um fato novo para a nossa região: o enfrentamento!

Todo o fim de semana perdemos dois ou três jovens.

Homens, negros e com idade entre 16 e 28 anos.

Algo tem que ser feito.

É URGENTE!!!

TEMOS QUE USAR MAIS QUE A CONSCIÊNCIA!!!

TEMOS QUE USAR A NOSSA HUMANIDADE!!!

Marcos Chaves

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