Leal Porto

Leal Porto

RESTAURANTE DA PONTE

RESTAURANTE DA PONTE
"O lugar certo de comer peixe" - Em cima do Mercado Municipal do Peixe (22) 2647-5341

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Acompanhamento do Registro de Candidatura de Marquinho Mendes no TSE


Da mesma forma que fez entre 2008 e 2016 com o famoso Processo 101, e como fez com o Registro de Candidatura do Prefeito Alair Corrêa (PP) em 2012, o blog Cartão Vermelho dá início ao acompanhamento do Processo "RESPE Nº 0000266-94.2016" que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e julgará o registro de candidatura do prefeito eleito Marcos da Rocha Mendes (PMDB), faremos a partir de hoje atualizações diárias a cada movimento do processo.

Para facilitar o entendimento de vocês vamos narrar em forma de entrevista "os passos" do processo até o TSE e como ele se encontra nesse momento, então vamos lá:

1 - O que já aconteceu com o Registro de Candidatura de Marcos Mendes (PMDB) até aqui?

Marcos Mendes (PMDB) concorreu a eleição de 2016 e foi eleito prefeito de Cabo Frio com ampla maioria dos votos, estando com quase o dobro da votação do segundo colocado Dr. Adriano (REDE), no entanto o Juizado Eleitoral em primeira instância negou o registro de candidatura de Marcos Mendes, alegando inelegibilidade por condenação no Processo 101 e contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores.

Após essa derrota de primeira instância Dr. Carlos Magno (o magnífico) recorreu da decisão desfavorável de Marcos Mendes no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), segunda instância da justiça eleitoral, onde venceu por unanimidade as contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores e venceu por maioria a questão da inelegibilidade do Processo 101.

Portanto nesse momento Marcos Mendes está com o Registro de Candidatura DEFERIDO, e o Ministério Público Eleitoral (MPE) e os candidatos derrotados Dr. Paulo César (PSDB), Dr. Adriano (REDE) e Janío Mendes (PDT) tentam recurso em Brasília para derrubar o registro de candidatura de Marcos Mendes conseguido no TRE-RJ.

2 - Como está o Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes no TSE?

O Processo foi protocolado no TSE em 23/11/2016, às 16h03min, tem como relatora a Ministra Rosa Maria Weber que encaminhou o processo no dia 28 de novembro para o Ministério Público Eleitoral (MPE), que dará carga entre hoje a amanhã pedindo o indeferimento, até porque o MPE é parte integrante do processo e um dos recorrentes contra Marcos Mendes.

3 - Quais são os próximos passos do Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes no TSE?

Ao voltar do MPE para a mesa da relatora Ministra Rosa Maria Weber o processo deve ser encaminhado imediatamente para votação em plenário, que precisa ocorrer até o dia 19 de dezembro, data limite para a diplomação de prefeitos no Brasil.

4 - O que  acontecesse se o Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes não for votado no TSE até o dia 19?

Não acontece nada, Marcos Mendes já tem o Registro de Candidatura DEFERIDO pelo TRE-RJ e será convocado para a diplomação de prefeito.

5 - O que  a equipe do Cartão Vermelho acha do Processo de Registro de Candidatura de Marcos Mendes no TSE? (Parecer opinativo leia apenas se quiser)

Esse processo está no TSE para cumprir tabela, Marcos Mendes foi o prefeito eleito e teve uma vitória marcante no TRE-RJ, Dr. Carlos Magno passeou sobre os candidatos derrotados e o MPE, em terceira instância (TSE) será um novo passeio e provavelmente vencerá os dois temas da inelegibilidade por unanimidade.


Quem não gosta de Marcos Mendes pode se conformar, ele será prefeito da cidade pelos próximos 4 anos.

Nostradamus decapitou Maria Luiza de apenas 10 anos


Cabo Frio no sábado (03/12) mais uma vez ficou em choque com a brutalidade e irresponsabilidade, uma lancha em alta velocidade conduzida por um senhor de 65 anos invadiu o espaço para banhistas e atropelou a Banana Boat com 20 ocupantes que se divertiam, entre eles Maria Luiza Santana Serra, de apenas 10 anos, que com a violência do impacto teve a cabeça decapitada e seu corpo esmigalhado em pedaços.

O condutor da lancha é o empresário Nostradamus Pereira Coelho, de 65 anos, que foi detido pelo condutor da Banana Boat quando tentava sair do local do assassinato, Nostradamus foi conduzido a Capitania dos Portos, depois foi encaminhado por um militar da Marinha à 126ª DP (Cabo Frio) e, em seguida, foi levado para um hospital, onde fez exames de alcoolemia, sob suspeita de embriaguez, o teste seria negativo.

Nostradamus está preso por omissão de socorro, mas deve ser solto a qualquer momento quando for atribuído o valor da fiança.

Diversas testemunhas atestam que o Nostradamus estava embriagado, que os ocupantes da lancha jogaram as bebidas ao mar após o acidente, o bombeiro que socorreu as vítimas fez um vídeo emocionado falando da embriaguez do condutor.

Agora fica a pergunta, entre o "assassinato" de Maria Luiza, a ida do Nostradamus para a capitania, delegacia, e só depois exame de alcoolemia em um hospital levou quantas horas? O quanto isso daria tempo para mascarar o consumo de bebida? E sobre uso de drogas ilícitas? Algum exame foi feito?



A verdade é que Nostradamus estará livre, leve e solto nas próximas horas/dias, já a cabeça de Maria Luiza (10 anos) foi condenada a prisão perpétua dentro de um caixão, seu corpo não foi encontrado ainda, e não estará junto com sua cabeça no sepultamento.

Atualização às 9h20min do dia 05-12-2016

Nostradamus Pereira Coelho já goza de liberdade conseguida por "habeas corpus", está em casa ao lado de sua família e gozando de todo o conforto, responderá em liberdade por homicídio culposo e omissão de socorro, em caso de condenação pagará com trabalhos comunitários e cestas básicas.  

Progresso está na final do Estadual Adulto de Futsal do Rio


Representante de Cabo Frio na competição venceu o time da PMERJ na semifinal. Time pega o Botafogo na decisão do título

O Progresso Futsal, que representa Cabo Frio no Campeonato Estadual Adulto promovido pela Federação do Rio, está na decisão da competição. A classificação veio na noite deste sábado (3), quando o alviverde venceu o time da PMERJ por 6 a 2, no segundo jogo da fase semifinal.

A partida foi realizada no ginásio poliesportivo João Augusto, em Tamoios, segundo distrito de Cabo Frio. Thiago Campos (2), Rodriguinho, Digo e Gabriel marcaram os gols. Como já havia vencido o primeiro jogo por 4 a 2 - que foi disputado na quinta-feira (1º), no ginásio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar (CFAP), em Sulacap, o Progresso se qualificou para disputar a decisão do campeonato pela primeira vez na sua história.

O Progresso é dirigido pelo ex-jogador e professor de Educação Física Jorge Fabrício. O elenco é formado integralmente por jogadores nascidos em Cabo Frio e cidades vizinhas, dentre os quais, muitos com experiência de terem atuado em edições da Liga Nacional de Futsal.

O adversário do alviverde cabofriense na decisão é o Helênico/Grajaú Country/Botafogo, que neste domingo (4), passou pelo Olaria (4 a 2 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação).

As duas equipes chegam a esta decisão com campanhas iguais. . No entanto, por ter saldo de gols melhor, o Botafogo terá a vantagem de fazer o segundo jogo no Rio de Janeiro.

A Federação de Futsal do Estado do Rio divulga, nesta segunda-feira, datas, locais e horários dos dois jogos que apontam o campeão estadual de 2016. Se o Progresso for campeão estadual, fará, contra o próprio Botafogo, um jogo extra, que definirá o representante do Estado na Taça Brasil de Clubes, no ano que vem.

Os apoiadores do projeto PROGRESSO FUTSAL são: Cotrel Clínica Ortopédica; Baratão do Celular; Proced Imóveis; Suedini; Aud Distribuidora de bebidas; Sopel e Sepol; Lipe Car; Cartushow; Zé Ricardo e Ina Buffet.


Matéria: Anderson Lopes

Dois antipríncipes presos. Por Pedro Nascimento Araujo


William Shakespeare eternizou o triste destino dos Príncipes da Torre, como ficaram conhecidos Eduardo e Ricardo, filhos de Eduardo IV da Inglaterra. O ano era 1483 e Ricardo III, tio dos meninos que contavam 9 e 11 anos respectivamente, mandou trancá-los na Torre de Londres. Os meninos nunca mais seriam vistos após a prisão e a versão segundo a qual Ricardo III, que havia sido designado protetor dos príncipes, os assassinou para garantir sua usurpação do trono inglês é a mais aceita pelos historiadores (contribui para isso o fato de duas ossadas de crianças terem sido encontradas escondidas em uma capela no local dois séculos depois) e a mais popular, por conta da peça Ricardo III, uma das mais célebres do bardo de Stratford-upon-Avon: é nessa obra que Shakespeare incluiu a famosa frase “Meu reino por um cavalo!”, dita por um Ricardo III à beira da derrota na Batalha de Bosworth Field (a morte dele, o último plantageneta, marcaria o fim da Guerra das Rosas em 1485, com a ascensão da Casa Tudor), em uma das mais marcantes passagens sobre a fragilidade da sordidez humana jamais escritas. A inocência dos dois príncipes é contrastada com o frio calculismo de Ricardo III e o monstro parece mais monstruoso nesses momentos. Saindo do final da Idade Média inglesa e chegando ao Rio de Janeiro contemporâneo, encontramos dois antipríncipes encarcerados no mesmo presídio. Aliás, é mister que se diga que Anthony Garotinho e Sérgio Cabral estão presos a partir de processos distintos – mais ainda, por justiças distintas. Pouco importa. Testemunhar dois ex-governadores do Rio de Janeiro serem presos na mesma semana é algo inédito e marcante, sem dúvidas, mas também é um sintoma inequívoco de que ninguém está acima da lei – ao menos, em tese. Os dois antipríncipes estarem presos não é prenúncio de uma tragédia; antes, é sinal de uma redenção, embora ao final do cárcere, ao contrário do que aconteceu com os príncipes, cada um deva encontrar um caminho diferente diante de si.

Comecemos por Anthony Garotinho. Estamos talvez diante do último fenômeno de massas na política brasileira. Garotinho é um líder comunicativo incontestável. Com Leonel Brizola morto e Lula da Silva perigosamente próximo de uma prisão por corrupção, Garotinho era o último líder popular de facto. Na cidade do Rio de Janeiro o nome de Garotinho (e, por extensão, de sua família) enfrenta rejeições cavalares, mas no resto do estado não é assim. Na verdade, Garotinho é muito popular até hoje no interior, mesmo estando fora do governo há uma década. Não é por acaso: durante os governos dele e de Rosinha Garotinho, o interior foi bastante prestigiado – não apenas com obras, mas também (e há quem diga que principalmente) com atenção do governador. Garotinho é um ás no trato pessoal. Mesmo os mais ferrenhos desafetos dele reconhecem que há nele um carisma inegável e uma forma de lidar com as situações – mesmo as mais adversas – que faz com que convergências sejam encontradas de uma maneira ou de outra. É um político que pecou muito por ser passional demais e pragmático de menos no seu zênite, um erro que não teve remédio nem com a maturidade: Garotinho sabe que nunca mais será uma liderança nacional capaz de disputar o Palácio do Planalto competitivamente como fez em 2002, mas sabe também que se manterá uma liderança estadual até o final da carreira e, por isso, centrou esforços em construir uma sólida rede de apoio que o defendeu até agora. Até agora – e apenas até agora: a prisão dele mudou tudo. Poucas imagens são mais marcantes do que um político indo parar atrás das grades. Quando se trata de um ex-governador, mais ainda. Quando se trata de Garotinho, que comanda Campos dos Goytacazes como um coronel de há mais de um século, nem se fala. Aliás, qualquer boa olhada em Campos dos Goytacazes serviria para provar que o jugo de Garotinho nada tem de leve ou de suave: a cidade, campeã de arrecadação de royalties nos anos de bonança, não tem legado para mostrar – é uma cidade com as mazelas de há mais de um século. O mundo político sabe que Garotinho é um político do século retrasado, com práticas do um século retrasado, que mantém Campos dos Goytacazes no século retrasado. Mas os políticos do interior gostam dele assim mesmo, em boa parte por causa do jeito de século retrasado com que ele trata todo mundo – especialmente quando olharam para o Palácio das Laranjeiras e viram lá como Sérgio Cabral, o outro antipríncipe preso na semana passada, os tratava: como um príncipe do milênio passado. Assim, Garotinho goza da simpatia dos políticos e de quem quer que tenha convivido com ele: mesmo discordando, os políticos tendem a ser mais condescendentes um político que os trata bem e cumpre com a palavra. Claro que a prisão dele reduz o escopo de líder estadual (que já era uma redução de líder nacional) para líder municipal. Garotinho continuará a ser um nome de peso, embora cada vez menor: sua prisão foi por crime eleitoral – crime, claro, mas longe de ter o peso político de crime de corrupção. Tal fato (caso não haja posteriores prisões por corrupção, bien sûr!) soma-se ao histórico político dele para permitir afirmar que o antipríncipe Garotinho manterá relevância política após sair de Bangu 8, ainda que menor devido à própria prisão. Decididamente, não é o caso de Sérgio Cabral, que goza da antipatia generalizada – que ele fez por merecer, diga-se, com muito esforço: o antipríncipe Sérgio Cabral não terá relevância alguma na política após sua prisão.

Sérgio Cabral só não é o maior estorvo político que o Brasil já viu porque é impossível competir com Dilma Rousseff e Lula da Silva: por definição, estorvo estadual empalidece diante de estorvo federal. Sérgio Cabral é a versão política do sujeito que é bem-apessoado, bem-nascido, educado, culto e agradável no primeiro contato – mas que se prova cada vez mais desagradável, mentiroso, arrogante e inescrupuloso conforme o tempo passa e se revela paulatinamente. Ele teve tudo para fazer o melhor governo que o Rio de Janeiro já teve – e, em muitos aspectos, o fez: escolheu e deu carta branca a nomes como Joaquim Levy na Secretaria de Fazenda e José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança, verdadeiros craques em suas áreas que entregaram resultados maravilhosos. Reformou e racionalizou o Rio de Janeiro. Fez obras há muito necessárias e alinhou-se a Brasília, indo contra uma irracional tendência do Rio de Janeiro (estado e município) de fazer oposição ao Palácio do Planalto. Sérgio Cabral tinha, portanto, tudo para ser a referência política do Rio de Janeiro e uma liderança nacional capaz de disputar o Palácio do Planalto. Todavia, escolheu o caminho da arrogância e da corrupção. Deslumbrou-se com o poder como poucos antes dele. Deixava os políticos esperando horas para recebê-los – isso quando não simplesmente saía sem avisar. Prometia e não cumpria – e jactava-se disso diante de outros políticos. Humilhava subordinados. Era, em suma, a própria definição de pessoa desagradável. E, por fim, transformou seu governo em um vergonhoso balcão de negócios. Não é estranho especular se ele não deu as áreas técnicas do governo para tantas pessoas competentes apenas para que apenas ele e seus asseclas pudessem locupletar-se com as benesses do poder (como no patético caso de mandar o helicóptero oficial buscar seu cachorro) e com os dividendos privados de obras públicas. De acordo com as denúncias apresentadas, baseadas em várias colaborações premiadas no âmbito da Operação Lava-Jato, Sérgio Cabral comandou uma quadrilha que deliberadamente criou esquemas sofisticados para assaltar os cofres públicos por meio da corrupção. Ao contrário de Garotinho, Sérgio Cabral não conta com o apoio do mundo político por conta da arrogância desbragada com que tratava seus pares: ninguém o defenderá porque todos estavam apenas esperando o momento da queda dele para se vingarem das incontáveis humilhações sofridas. Se há um político que não fez senão plantar vento, esse político chama-se Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho. A colheita de tempestade será longa e profícua, para deleite de quase todos os políticos. Ele fez por merecer: ninguém sairá em defesa dele, ainda mais porque a condenação é por corrupção, e sua relevância política, que já andava em torno de zero (para ser sincero, apenas uma pessoa de peso – além de Luiz Fernando Pezão, o governador em desgraça – defendia o agora morador de Bangu 8: Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro em fim de mandato, irmão do dono do apartamento na Praia do Leblon estranhamente cedido de graça para Sérgio Cabral há anos), tende a convergir para o zero absoluto. Dos antipríncipes presos, Sérgio Cabral é o mais próximo da morte política, que de metafórica tem quase nada. Seu destino está traçado: quando sair da prisão, o que pode demorar bastante caso ele não opte por colaborar com a justiça entregando alguém acima dele (que, se houver, só pode ser ocupante do terceiro andar do Palácio do Planalto), ele não terá mais carreira política pela frente. Virtualmente todos os políticos e técnicos que conviveram com ele o detestam e comemoram a queda dele – que, repita-se, ele fez por merecer tamanha antipatia de volta. Dois antipríncipes foram presos na mesma semana. Em comum, apenas um fato: ambos foram governadores do Rio de Janeiro. Tudo o mais os separa. Ao contrário dos príncipes presos na Torre de Londres, terão destinos distintos, escolhidos por eles próprios, e não por um algoz usurpador como Ricardo III. Desses antipríncipes não devemos sentir pena. A prisão deles, ainda que por motivos distintos e com consequências mais distintas ainda, iguala a desgraça deles à redenção da sociedade.


Pedro Nascimento Araujo é economista.

- |