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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Editorial - Picciani, Paulo Melo e Albertassi, do Direito ao Ódio


Quase 2/3 dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ)  votaram para revogar a prisão dos deputados Jorge Picciani (PMDB), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), os parlamentares são alvos da Operação Cadeia Velha, da Polícia Federal. Ao total foram 39 votos pela libertação dos parlamentares e 19 contra.

Pesa contra os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, as acusações de uso de seus cargos na ALERJ para práticas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa. Existe a suspeita de que esses deputados beneficiavam empresários em troca de propina, o que pode ter agravado ainda mais a situação desesperadora que anda as finanças do estado.

Mas,
E a vida tem sempre um mas...

Temos no Brasil um código penal que favorece a todos os réus o direito de responder em liberdade, desde que esses réus tenham endereço fixo comprovado, não tenham sido condenados por outros crimes, tenham emprego fixo, e isso vale para o criminoso que comete um pequeno furto, como os ladrões de celular e batedores de carteira, aqueles que roubam objetos em lojas e em supermercados, ou um deputado e seus crimes de colarinho branco.

É obvio que os  deputados Jorge Picciani (PMDB), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), têm o direito de responder pelos seus supostos crimes em liberdade, e ficarem soltos até uma possível condenação, como ocorre por exemplo com ex-presidente Lula (PT), já condenado em primeira instância e aguardando em liberdade a decisão de segunda instância.

Mas,
E a vida tem sempre um mas... (2)

Mas a revolta do cidadão carioca com os consecutivos escândalos de corrupção no Rio de Janeiro não faz que avaliemos nesse caso o direito constitucional, fomos lesados e nosso estado está falido, mais que Justiça queremos vingança e o ódio a quem nos deixou nessa situação está aí estampado nas redes sociais, a revolta é legítima mesmo que o direito constitucional não considere assim.

Com isso, todos os 39 deputados que de forma legal, mas sem apoio popular, soltaram os  deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, enfrentam a fúria da população nas redes sociais, em nosso caso o alvo principal da revolta são os deputados Janío Mendes (PDT), Silas Bento (PSDB) e Márcia Jeovani (DEM).

Muitos acreditam que isso significará perda eleitoral para os 39 deputados que decidiram soltar os deputados do PMDB, outros acham que a revolta acaba no próximo escândalo ou prisão, o resultado final ficará por conta das urnas em outubro do ano que vem, faça sua aposta!

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