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Correndo por aí com Rosália Moreira


BEACHROCK

Em Agosto desse ano, eu escrevi sobre umas supostas pedras na Praia do Forte...


Na época fiquei bem intrigada com aqueles pedregulhos, cheguei a recolher pedaços para levar na Secretaria de Meio Ambiente, pois por muitas vezes presenciei pessoas sentadas ou deitadas nessas pedras.


Em agosto depois da ressaca elas ficaram bem exposta conforme postei em fotos e ninguém se manifestou...

Foi necessário acontecer um desastre, para os órgãos competentes se manifestarem sobre o assunto.

Devido ao desastre ambiental ocorrido no Nordeste, meu questionamento e preocupação sobre as pedras (BEACHROCK) foram esclarecidas pela Defesa Civil.


Segue abaixo a explicação da Defesa Civil de Cabo Frio:

DEFESA CIVIL DE CABO FRIO

BEACHROCK

“Devido ao desastre ambiental ocorrido no nordeste por conta da contaminação das praias por uma grande quantidade de óleo bruto, e do surgimento de fragmentos em uma praia de São João da Barra e Quissamã, e pelo ESTADO DE ATENÇÃO adotado pelas cidades litorâneas do estado do Rio de Janeiro, as pessoas evidentemente de boa fé e munidas de justificável preocupação, estão bastante alarmadas.

Em Cabo Frio, por conta das excessivas variações de marés e também pelo aumento cíclico do nível do mar, característico dessa época do ano, houve um processo de erosão costeira na praia do Forte, o que expôs a formação de uma rocha chamada beachrock.

Trata-se de um arenito, ou seja, uma rocha sedimentar que consiste de uma mistura variável de cascalho, areia e lodo, cimentado com carbonato de minerais, que se forma dentro da zona entre marés e são cobertas pela areia não consolidada.

Essa rocha possui uma cor escura, é porosa e sua aparência se assemelha ao carvão, o que têm levado as pessoas a confundirem com fragmentos de óleo ”.

Obrigada pelo esclarecimento!

Rosália Moreira
Jornalista e Coach


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