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segunda-feira, 20 de abril de 2020

CORRENTE DO BEM | Combate ao coronavírus estimula solidariedade entre profissionais e moradores de Arraial do Cabo.

Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, a população de Arraial do Cabo está se unindo em uma grande rede de solidariedade, para ajudar as pessoas a enfrentar o isolamento social e seguir a diante. A Cleide Jayne é uma das pessoas que embarcaram no trabalho voluntário.

A costureira começou a confecção de mascaras artesanais com o objetivo de aumentar a proteção contra a doença. Essa foi forma que ela encontrou de fazer sua parte e colaborar com a sociedade, após exercer a profissão durante 40 anos. Cleide já produziu cerca de 500 máscaras utilizando vários tecidos, que já foram doadas.

“Minha filha é enfermeira e sei bem quais são as necessidades, é uma situação crítica que estamos vivendo. Eu percebi o quanto as pessoas precisam de cuidados nesse momento. Aprendi a costurar com minha mãe e já que eu tenho esse dom, decidi utiliza-lo para fazer as máscaras. Estou muito feliz em estar ajudando meus irmãos”, contou Cleide.

Como o material está escasso, a costureira não está conseguindo manter a produção sem receber doações, optando então por cobrar o valor simbólico, de R$ 2,50 por cada unidade, na intenção de continuar ajudando o próximo.

Com a mesmo intensão, a Luiza Guerra, de 35 anos, também embarcou na onda do bem. A jovem, que é coordenadora pedagógica e artesã, buscou modelos e vídeos tutoriais para iniciar a confecção. Até agora, 400 pessoas receberam as máscaras produzidas por ela.

“Comecei de forma repentina. Foi uma inspiração que digo ser divina, daquelas que ouvimos sussurrar em nossos ouvidos. E estava olhando para a minha máquina, materiais que já tinha, e lembrei de uma imagem de uma pessoa com a máscara de pano, e, pronto, iniciei a produção. Anunciei imediatamente no meu Facebook que estaria doando para grupos de risco”, disse a voluntária.

Luiza contou ainda que a máquina de costura quebrou, mas isso não foi empecilho para que o bem continuasse a ser disseminado. Outros voluntários ofereceram máquinas para que a ação não fosse interrompida. “Gastei todos o material que tinha e fui anunciando que precisava de mais. Nossa, foi lindo, as pessoas traziam, e mais eram feitas. Fiz todas como indicado, tecido duplo 100% algodão (tricoline), elástico e amor rs. Desde então, não parei” explicou a artesã.

E como a felicidade é um bem que se multiplica, não é que a Luiza chamou a atenção de outras voluntárias?! A Mariana Andrade, professora conhecida na cidade como Mari, também se prontificou para o bem coletivo.

“Minha inspiração foi a Luiza Guerra, achei um ato muito bonito. A minha família é composta por várias costureiras, mas eu não sabia nem colocar a agulha na máquina. Foi então que aproveitei a quarentena e pedi a minha mãe, a dona Jailse, para me ensinar a costurar. Eu me aventurei e aqui estou. As primeiras não saíram tão boas, mas agora já peguei o ritmo,” contou Mari.

O trabalho em conjunto foi além e agora as máscaras já estão sendo trocadas por 1kg de alimento não perecível, o que vai ajudar outras famílias, em situação de vulnerabilidade no município.

As atitudes solidárias podem inspirar muita gente nesse momento, e foi assim que a notícia sobre a doação das máscaras se espalhou rapidamente e agora é necessário mais material para que a produção continue. Por isso, as meninas da corrente do bem precisam de elástico, tecidos diversos e linhas para costura. Quem tiver interesse em contribuir, basta entrar em contato pelos telefones: (22) 99929-9729 (Mari), (22) 99746-9975 Luiza e (22) 99933-0548 (Cleide).

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