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quinta-feira, 16 de abril de 2020

Deputado Dr. Serginho quer saber quanto a Prefeitura de Cabo Frio gastou na aquisição do novo hospital


Deputado estadual, Dr. Serginho, em entrevista exclusiva nesta manhã de quarta-feira, dia 15, falou sobre principal assunto que vem norteando o mundo nesse momento: o Coronavírus.

Na entrevista, Dr. Serginho, que reside em Cabo Frio, fala sobre como os municípios do Estado estão gastando o dinheiro no combate ao Coronavírus.
JS – Em uma live, o senhor falou que vai abrir uma CPI para investigar os gastos da Prefeitura de Rio de Janeiro.
Dr. Serginho – O momento é de união e de unir forças. A gente tem se colocado à disposição, tanto do governador, quanto do prefeito, independente de posição partidária. Mas semana passada eu me deparei com um decreto de sigilo dos contratos administrativos do Estado. Nesse decreto a gente pode ver que o hospital de campanha foi construído ao custo de R$560 mil cada leito. Preço de um apartamento na Barra da Tijuca. Não é possível que em um momento de necessidade as pessoas se aproveitem da miséria humana para faturar milhões de reias. O custo desse hospital chegou a quase R$ 1 bilhão. As pessoas jogando dinheiro público pelo ralo e outras passando fome. Então, eu tenho bastante preocupação de como o dinheiro público está sendo gasto. Temos outra preocupação com a crise econômica, as pessoas estão passando fome e não vemos ação do governo quanto a isso. Aí que veio a ideia da CPI. Estamos com o apoio de outros colegas, porque o que a gente quer é transparência. Não quero causar conflito nesse momento, quero auxiliar o Estado e a população.
JS – E o Ministério Público já está atuando nessa questão do Governo do Estado?
Dr. Serginho – A partir da nossa denúncia o Ministério Público já instaurou as medidas necessárias e hoje investiga de maneira muito rigorosa a nossa denúncia.
JS – Inclusive o hospital de campanha de Casimiro de Abreu, né?
Dr. Serginho – O que acontece é que o Estrado faz l decreto de sigilo desses atos na hora que deveria dar maior transparência possível. Imagina que cada respirador para o Estado saiu ao custo de R$200 mil, enquanto o Governo Federal pagou quase R$70 mil. E a empresa que estaria fornecendo os respiradores é de informática. A gente faz um esforço enorme para minimizar os impactos, como evitar o corte de luz.
JS – Dos 92 municípios, 54 municípios estão buscando junto à Alerj o pedido de Calamidade Pública. O município não tem autonomia para decretar? No caso, Cabo Frio decretou o estado, não seria mais o caso de Calamidade Social? Já quer o município é riquíssimo e não vemos os governantes atuando.
Dr. Serginho – Cada município tem uma realidade própria e específica. Ele pode sim decretar Calamidade Pública independente da Alerj. No caso de Cabo Frio, eu não vejo Calamidade Pública nesse momento e sim Social. Pode ser que lá na frente essa hipótese aconteça, mas hoje temos um problema imediato da fome. A quantidade de pessoas que tem me pedido auxílio é enorme. O município deveria voltar seu foco para o Coronavírus, mas dar assistência a algumas famílias. A gente tem uns projetos que não foram implantados, por exemplo, nesse momento as escolas estão paralisadas, porque não entregaram essas merendas ao seu pais e alunos da rede pública? Porque o prefeito não canaliza seus esforços para dar assistência às famílias cabo-frienses? Tem que deixar outras atividades de lado agora que não são prioridades, por exemplo, pintar meio fio. Pintar meio fio agora não é prioridade.
“Tem que deixar outras atividades de lado agora que não são prioridades, por exemplo, pintar meio fio. Pintar meio fio agora não é prioridade”, diz o deputado sobre Cabo Frio
JS – Cabo Frio é uma cidade rica, não tem capacidade de ajudar?
De. Serginho – Nós não vemos uma eleição de prioridade. Não estou aqui para criticar, meu objetivo é auxiliar, sugerir e somar forças. A partir do momento que a gente não vê uma transparência com o gastos públicos, tenho que cobrar. O prefeito não vem a público mostrar a realidade financeira, onde está sendo gasto o dinheiro público no momento. Por exemplo, eu já vi postagem dele fazendo tapa-buraco e pintando meio fio, tem uma semana. O momento não é para isso. O momento é para ele canalizar os recursos financeiros dele, que deve estar passando dificuldade, para auxiliar a população. Ele tomou a decisão de fechar o comércio e não tomou nenhuma medida de dar um respaldo mínimo a população que está passando dificuldade. Ontem eu estive na Câmara Municipal e na Prefeitura de Cabo Frio requisitando as formas que se deram a aquisição desse hospital que foi instalado na cidade para que dê transparência. A que custo isso se sairá a população? O hospital já tinha equipamentos? Quais? Foram adquirimos equipamentos novos? Nós não sabemos nada disso. Desde o início tenho colocado meu mandato à disposição dos prefeitos, principalmente dos da Região dos Lagos, que é onde eu resido e construí minha vida. O deputado ele tem suas limitações, não consegue fazer tudo, mas a gente, no que for possível, articula com o Governo Federal, na Alerj, estamos aqui para somar.
JS – Voltando ao caso do hospital de Cabo Frio. Não seria melhor fazer com os que a gente já tem funcionem?
Dr. Serginho – A decisão final dentro do município é sempre do prefeito. Acho que a decisão pode ter sido equivocada, no momento, mas ele tem mais detalhes e informações do que eu. O que eu tenho questionado não é a aquisição do hospital em si, é a forma como foi feita.


Fonte: jornaldesabado.net

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