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RESTAURANTE DA PONTE

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Com a palavra o Prefeito Alair Corrêa


Em recente pronunciamento ao blog História, Música e Sociedade o prefeito Alair Corrêa deu uma importante explicação sobre as finanças de Cabo Frio e seu posicionamento político sobre a crise econômica que assola a cidade e sua vida política.

Segue texto na íntegra:

Professor Chicão não vou analisar seus comentários sobre o carnaval com os carros de som automotivo, carros invadindo lugares e gente se divertindo e atrapalhando seu sossego e dos outros moradores, isto simplesmente porque foi como nos anos anteriores  e será em anos futuros e com qualquer governante, com qualquer economia, com  qualquer mosquito da dengue, zika e quantos possam aparecer. 

Mas quero espaço para poder falar sobre seu desconhecimento quanto a arrecadação, folha salarial, despesas gerais da prefeitura, entendo ser compreensível tal desconhecimento, pois não sendo o tesoureiro não pode conhecê-los, no entanto não os conhecendo não foi nada responsável  publicá-los, e baseado em seu achismo sugerir uma renúncia.

Realmente tem razão ao dizer que arrecadamos melhor com a cota única do IPTU só que repito, pelo seu desconhecimento não foi sensato escrever que não paguei duas folhas porque não quis e vou agora mostrar porque não foi possível pagar duas folhas e colocar em dia o pagamento dos funcionários, embora seja meu maior desejo pagar em dia o pessoal da prefeitura. VEJA SÓ:

Folha de dezembro 27 milhões + Ibascaf 4 milhões + Consecaf 2.2milhões + Câmara 1.3 milhões + Parcela do 13º salário 5 milhões, ao total quase 40.000 milhões de reais, por folha de pagamento, bem para pagar  duas folhas precisaríamos então de R$ 79 milhões de reais,  como então pagá-las se arrecadamos 55 milhões? 

É verdade que arrecadávamos 38 milhões por mês até dezembro e com a cota única conseguimos arrecadar 55 milhões, foram 17 milhões a mais e como não teremos outra arrecadação como essa utilizamos o excedente  para pagar dívidas que a alta folha não permitiu de serem pagas, utilizamos para pagar os empreiteiros pequenos de serviço como a varrição que não recebiam há meses,  aproveitando para romper  59 contratos dos 80 setores existentes na limpeza da cidade, como ainda pagar um mês dos 31 que ainda continuam trabalhando. Pagamos 1 mês dos oito devidos as seguintes empresas, Salineira de subsídios dos ônibus, a Zadar pela coleta do lixo, a Dois Arcos pelo destino do lixo, a Córrego Rico por aluguéis de maquinário e dezenas de outros fornecedores e prestadores de serviço, exames, medicamentos, e todo o funcionamento da saúde com seus 7 hospitais e dezenas de postos de saúde.

Infelizmente não deu pra pagar os parcelamentos de energia elétrica, água, bancos, INSS, telefones entre outros, e também não deu para pagar duas folhas de pagamento, e boa parte da culpa disso é do rombo na Petrobras e de políticos que você faz juras de amor, mesmo estando vários deles na cadeia e sendo responsáveis diretos pela falência de nossos royalties.

A situação continuará a mesma em fevereiro e nos meses seguintes: a prefeitura continuará juntando dinheiro para pagar os salários dos efetivos, inativos e contratados da prefeitura.

Sobre a RENÚNCIA! Jamais pensei em tamanha covardia, a palavra renúncia como sugere não existe em meu vocabulário até porque nenhum outro administrador resolveria essa complicada situação financeira. Você não é burro, embora tenha colocado "Alair teve esse mês de trimestral e mensal NOVE milhões " quanto absurdo, já que em outros fevereiros os dois juntos totalizavam em um só mês 55 MILHÕES DE REAIS 38 trimestral e 17 mensal, portanto destacar  que a cidade recebeu agora 8.7 milhões das duas parcelas que antes eram 55 milhões só pode ser brincadeira ou maldade.

Com essa situação financeira tão aterrorizante sugerir Silas ou o Papa é mais uma brincadeira. Essa situação só pode ser parcialmente resolvida se mexer em três pontos: diminuir número de hospitais, número de escolas e número de prestadoras de serviço (já diminuir + 70 delas, reestudar o PCCR (seria bom, mas também já não é mais o principal culpado). 

Resolver o problema implicaria em fechar hospitais e escolas que consomem 85% do gasto com a folha. DEIXO CLARO que se para pagar a folha de pessoal for preciso fechar escolas e hospitais declaro que isto não farei,  prefiro continuar pagando a folha fora do vencimento ainda que o atraso seja de meses, até que surja uma arrecadação extra para atualizarmos.

Peço que publique na íntegra esse informativo aos seus leitores e que da próxima vez que for externar sua opinião sobre finanças do nossa cidade faça como se fosse falar de história, estude antes de se pronunciar.


Alair Corrêa

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