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sexta-feira, 14 de junho de 2019

“ISOGNOMON BICOLOR” UM PROBLEMA AINDA DESCONHECIDO PARA A LOCALIDADE


Vamos compreender como as coisas podem mudar de “um dia para o outro”?

Primeiro; o que é o organismo Isognomon bicolor?

Isognomon bicolor é um bivalve (duas conchas) encontrado em substratos consolidados (pedras e etc..). É uma espécie invasora. Recentemente a espécie foi (re) descrita para o litoral brasileiro, sendo indicada sua instalação na região sudeste/sul do país. Segundo alguns cientistas, a invasão e a expansão populacional deste molusco teria ocorrido nas últimas duas décadas.

Como chegou “aqui”?

O provável vetor na introdução dessa espécie na costa brasileira é a água de lastro de navios cargueiros e petroleiros internacionais.

O que é água de Lastro?

Água que vem nos porões dos navios para dar a sustentação quando este vem sem sua carga visando obter a carga aqui.

Como esta espécie sobrevive após invadir um local onde ela nunca viveu?

O estabelecimento de uma espécie está relacionado com as condições do ambiente invadido, principalmente no que se refere ao desenvolvimento das estratégias de competição (espaço e alimento) com as espécies residentes (nativas).

Qual espaço que ela ocupa na natureza?

Costões com alta energia de ondas (costões – barreiras ou locais com pedras - batidos) pode ser encontrado ocupando fendas e em locais menos batidos ocupam toda uma faixa com grande densidade populacional.

Para ela “ser de fora” e ocupar uma nova região ela deve se instalar no “lugar de quem”?

Pois é, esta é grande questão e o grande problema. Ocupando a faixa dos costões rochosos esta espécie ocupa principalmente o lugar dos mexilhões (mariscos) conhecidos cientificamente como Perna perna.

Qual o problema então?

Alem do problema ecológico quebrando a cadeia alimentar de outras espécies que procuram esta espécie como alimento. Temos o problema econômico que este relacionado ao problema ecológico. O extrativismo de pescadores artesanais e o comércio desta iguaria podem sofrer sérios retrocessos se realmente esta espécie se estabelecer e vigorar daqui para frente.

Onde se encontram em nossa região?

Ai é uma questão fácil de responder. Já estão presentes nos mais diferentes ambientes marinhos de nossa região e municípios. Ilhas, costões rochosos nas praias e até na laguna de Araruama em suas regiões mais marinhas como na entrada da boca da barra e ao longo de alguns pontos no canal do Itajurú.

Como combater?

A literatura especializada comenta várias estratégias como: o estudo de sua biologia e ecologia (predadores naturais e épocas de reprodução; por exemplo), colaboração dos pescadores artesanais na coleta especifica destes organismos, fiscalização e aplicação de leis já existentes em navios cargueiros e petroleiros e outras tantas forças tarefas.

Bem amigos, por hoje é só. Esperamos ter contribuído. Obrigado e fiquem com Deus. Encontre-nos para bater um papo nas mídias sócias como instagram e facebook.


Jailton Dias Nogueira Junior- Biólogo

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