Pular para o conteúdo principal

Coluna Banzo


RELATÓRIO DA CPI DO HOSPITAL DA MULHER – INTERDIÇÃO DO CREMERJ, CRIMES DE RESPONSABILIDADES E CONCLUSÃO

Quando todos os fatos relatados aqui nos deixavam estupefatos, eis que o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro no estrito cumprimento do seu dever, com amparo na  Resolução n. 2062/2013 do Conselho Federal de Medicinal, procede a interdição ética (Médica) do Hospital da Mulher.

Uma estatística apresentada pela Dra. Rafaela Leal – Diretora de Fiscalização do CREMERJ – afirma que mesmo sendo o Hospital da Mulher uma unidade de baixo risco, a sua taxa de mortalidade de bebês estava 4 (quatro) vezes maior que em maternidades de alto risco do Estado do Rio de Janeiro.

Em entrevista a TV ALERJ a Dra. Rafaela se referiu a interdição sentenciando que quando há uma interdição médica, está se dizendo que há ali, naquela unidade, um risco maior de morrer do que viver.

As irregularidades apontadas pelo CREMERJ são mais graves e mais profundas dos que até o momento apresentadas, e por isso transcrevo na íntegra.

- Ausência de central de material e esterilização

- Ausência de Laboratórios de exames no Hospital, de modo que o sangue é coletado pela manhã e o resultado só vem no plantão seguinte, mesmo nos casos mais graves.

- O lactário não possui geladeira para acondicionamento do leite materno

- Foram encontradas puérperas (mulheres que acabam de ter filhos) no auditório do Hospital

- Não era permitido acompanhante no parto e no pós parto

- Não havia coberta nem roupas de cama para as gestantes, tudo tinha que ser levado de casa

- Não havia registro de Responsável Técnico junto ao CREMERJ

- Não havia cardiotocógrafo, nem carrinho de parada cardíaca funcionando

Mesmo em face destas graves irregularidades o DOUTOR ADRIANO tomou uma atitude indecorosa, rasgando o lacre colocado pelo CREMERJ, desrespeitando assim a sua própria entidade de classe e, desrespeitou as famílias cabo-frienses que necessitam daquela unidade hospitalar, alegando na mídia local que o hospital não estava interditado, direcionando as grávidas para lá e causando confusões.

DOUTOR ADRIANO cometeu crime de responsabilidade, previsto no Decreto Lei no. 201, de 27 de fevereiro de 1967.

DOUTOR ADRIANO foi incompetente na nomeação dos antigos diretores, foi ineficiente nas ações de “gerenciamento de crise” e foi desumano ao não reconhecer o erro de sua gestão e não ampara as vítimas dessa violência obstétrica.

Cabe a história medir o caráter e a envergadura moral do homem público que em nenhum momento se mostra preocupado com os males de sua gestão.

Porém, cabe a justiça punir os culpados pelas mortes desses “anjos” inocentes e acreditamos que o Ministério Público aceitará a DENÚNCIA da CPI e indiciará  o DOUTOR.

Adriano sempre teve orgulho em dizer que não era político e hoje constatamos que sua carreira deve se encerrar por aqui. E quem o apoia, adere a seu governo e desacredita no discernimento e sabedoria do povo, vai rolar ladeira abaixo nesse abismo de incompetência.

MARCOS CHAVES

  

Comentários

  1. Esse é,sem nenhuma dúvida, o pior prefeito que cabo frio já teve.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

NOTA OFICIAL

A Prefeitura de São Pedro da Aldeia informa que, na manhã desta terça-feira (24/11), a Secretaria Municipal de Saúde recebeu agentes da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) para inspecionar documentos e solicitar informações sobre uma empresa específica, que era alvo de investigação. Com tranquilidade, todos os documentos solicitados, que já tinham sido encontrados pelos agentes no Portal da Transparência do município, foram novamente apresentados. A empresa inspecionada participou do Pregão Presencial n° 004/2020, de 28/02/2020, que contou com a participação de 19 empresas, das quais, 13 venceram. Uma das vencedoras é alvo dessa investigação, com ata de registro de preço firmada no valor de R$ 115.237,00 para entrega de medicamentos. A Prefeitura esclarece que, ao contrário do que tem sido veiculado, a operação tem como alvo a empresa licitante, como desdobramento de outra investigação dos órgãos na região Norte Fluminense, e que não há indícios de fraude na licit

COLUNA BANZO

 O ESTADISTA A de história de Cabo Frio  marcada por grandes embates políticos, desde os primórdios tempos Liras e Jagunços davam o tom beligerante que forjaria a história de nossa terra amada. Essa cultura pelo contraditório e pela polarização causaram eisentraves políticos etu atrasaram em muito o desenvolvimento de Cabo Frio, que foi salva pela sua vocação turística e pelos royalties do petróleo. Testemunhei no fim do século passado, mais precisamente no fim dos anos 90, inesquecíveis embates políticos-filosóficos entre os então vereadores Jânio de Mendes e Amaury Valério. Esses embates recebiam "a partes" dos saudosos Acyr Rocha e Ayrres Bessa, e eram testemunhados e por muitas vezes corroborados por Antônio Carlos Trindade e Silas Bento. O nível dos embates eram altíssimos e caminhávamos para a formação de "Estadistas", políticos que despontaríam Estadual e Nacionalmente, potencializando o nome de Cabo Frio. Infelizmente isto não se repetiu nas legislaturas sub

Lei Aldir Blanc

Nesta segunda-feira (30), no Espaço Cultural Zanine, começou a entrega dos documentos exigidos e de assinaturas para os artistas habilitados para Lei Aldir Blanc, conforme publicado no Boletim Oficial nº 1.140, dos dias 26 de novembro a 27 de novembro de 2020. Esta etapa acontecerá de segunda a quarta-feira das 9h às 16h. Os artistas que tiverem suas inscrições não habilitadas poderão apresentar o recurso na mesma data e local. Após a quarta-feira (02/12), o Grupo Gestor da Lei Aldir Blanc fará a análise dos documentos e sairá a homologação para o recebimento do recurso destinado ao Inciso 2 da Lei nº 14.017, mais conhecida como Lei Aldir Blanc. Esta lei prevê auxílio financeiro ao setor cultural. A iniciativa busca apoiar profissionais da área que sofreram com os impactos das medidas de distanciamento social por causa da COVID-19. A legislação ficou conhecida como Lei Aldir Blanc, em homenagem ao escritor e compósitos que morreu em maio, vitima do novo coronavírus.