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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Estudantes fazem ato pelas ruas de Cabo Frio, RJ, contra corte na educação e reforma da Previdência


Centenas de estudantes participaram de uma manifestação em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, da tarde até o começo da noite desta quarta-feira (15), contra o corte na verba da educação, anunciado pelo Governo Federal, e contra a Reforma da Previdência.

Além dos estudantes, membros do Sepe Lagos e Sepe de São Pedro da Aldeia também participaram do protesto, que começou na Praça Porto Rocha e seguiu por caminhada pelas ruas do Centro, Canal do Itajuru até a Ponte Feliciano Sodré, que chegou a ter os acessos fechados mas já foram liberados.


Segundo o Sepe Lagos, que é o sindicato que representa os profissionais da educação, todas as aulas na rede estadual ficaram paralisadas.

No ato, os estudantes uniram as vozes e bradaram "a nossa luta unificou! É estudante junto com trabalhador! "

Em cartazes, ilustraram que lutam por um direito e disseram:

"Enquanto educação for privilégio, lutar é um direito. "



Placa "Enquanto a educação for um privilégio, lutar é um direito" foi usada no protesto contra o corte de verba das universidades federais na praça Porto Rocha em Cabo Frio, no RJ — Foto: Nills Petersen / Arquivo Pessoal / Reprodução

Resumo
·         MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas
·         As verbas obrigatórias (86,17%), que incluem salários e aposentadorias, não serão afetadas

Sindicatos e movimentos estudantis convocaram um dia de greve contra cortes de verbas que, segundo eles, podem paralisar as universidades.

·         O ministro interino da Economia, Marcelo Guaranys, disse que a arrecadação do governo foi abaixo do esperado e, por isso, foi feito o congelamento temporário de verbas
·         O ministério informou que "está aberto ao diálogo" e que se reuniu com reitores federais
·         O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Ele também declarou que os manifestantes são "uns idiotas úteis, uns imbecis".


Fonte:g1.globo.com

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