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RESTAURANTE DA PONTE

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Coluna da Menina de Ouro, Vânia Carvalho




Educação com o rei na barriga!

Gostaria de entrar num assunto com o olhar de quem já foi mãe de aluno de ensino público.

Hoje vejo tantas críticas sobre a questão da educação, como se a falta de estrutura na educação fosse um problema só de Cabo Frio. Da minha parte como estudante não posso dizer nada, pois sempre estudei em escola particular, porém, depois que meus filhos saíram da fase da alfabetização, o que para mim, sempre foi prioridade, todos estudaram em escolas do governo, seja municipal ou estadual.

Um dos maiores problemas que percebia quando eles ainda eram alunos do estado, era a falta de professores, tanto por conta de contratação, quanto por faltas pré programadas. O que seria isso? Muitas vezes meus filhos chegavam à escola e ficavam sabendo que o professor tinha tirado licença, muitas vezes isso acontecia logo depois das férias, ou seja, já não bastava o professor passar quase 2 meses de folga, ainda tiravam licença bem no comecinho da volta as aulas. Outra questão que me deixava indignada, era quando os professores moravam em outros municípios distantes, tipo: Nova Iguaçu, Rio, Niterói, ora, nunca consegui entender lotar concursados em cidades tão  afastadas de suas residências. E aí quem sofria com isso eram os alunos, que ficavam sem aula possivelmente por conta de algum atestado fajuto que abonaria possivelmente o mero cansaço de trabalhar tão longe de casa.

Outra coisa que sempre ouvi, desde que me entendia por gente, era a questão das greves. Professor reclamar dos baixos salários e político prometendo solucionar o problema da educação no Brasil, não é de hoje! Quem trabalha quer aumento, quem tem poder para isso, não quer melhorar tal situação, afinal, povo ignorante é voto de cabresto. Então depois dos meus 49 anos ainda ouço as mesmas manifestações, as mesmas exigências e as mesmas desculpas! Acontece que na esfera municipal as coisas não são nem de perto tão problemáticas quanto nas escolas públicas do estado. Por mas dificuldades que o município encontre pelo menos baixo salário é uma coisa que hoje em dia, se resolveu, principalmente para os contratos mais antigos, aqui em Cabo Frio.

Quanto às escolas alugadas em prédios particulares, isso sempre existiu! Meu filho chegou a estudar numa dessas quando estava no início do ginasial, no entanto, isso nunca  lhe trouxe problemas de aprendizagem. Com certeza, que escolas modelos, com salas arejadas, pátios, refeitório, biblioteca etc etc são o supra sumo  do colégio ideal, mas não vejo porque tanta agressão por parte dos sindicalistas com relação a isso. Afinal, projetos para a construção de várias escolas já estão prontos, é só ter um pouquinho de paciência, porque enquanto aqui nossos alunos ainda tem casas alugadas, em muitos municípios do Norte e Nordeste, as crianças estudam em casas de pau a pique.

Portanto entendo, que todas as maiores cobranças deveriam recair encima do governador, todas as críticas deveriam recair encima do nosso  representante na Alerj, toda a oposição que faz críticas a educação do município deveriam voltar seus olhares principalmente para as condições precárias que estão nossos alunos dos colégios estaduais. Mas cadê? Não vejo sindicato, professor, blogueiro de refresco, blogueiro pessonha, falar uma linha se quer sobre isso. E aí, quando vejo que o fator educação, muitas vezes só é usado para oportunismo político de interesse do que propriamente por convicção e amor a causa, sinto muito em tocar na ferida, daqueles que muitas vezes estão confortavelmente bem instalados, bem remunerados e chorando com o rei na barriga. 

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