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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Retrocesso. Por José Facury


Na segunda feira passada, após a reunião esdrúxula do Conselho de Cultura que aprovou um outro Plano Municipal de Cabo Frio, feito desta vez sem chamada pública, o Secretário de Cultura vetou a minha palavra, exclamando que eu era conselheiro do Estado e não do município... Ou seja, nunca, nem nos piores momentos, tivemos uma autoridade cultural tão autoritária e desregrada nos princípios democráticos que regem a nossa área. Nem como artista representativo da cidade fui respeitado... Mas entendo das dificuldades democráticas que se travestem em agressões verbais nos debates, advindas de seres das agremiações do samba pelo prática truculenta que exercem.

Pena que, nem desconfiam que, quanto mais descredibiliza o plano anterior, mas os obriga ao chamamento público...E dizem que estão tendo a assessoria do Ministério da Cultura (Isso é o pior ...!) E era isso que eu ia colocar na minha fala podada. Enquanto os conselhos culturais de todo o país estão alternando suas instâncias de poder com a sociedade civil, o de Cabo Frio instala a fórmula ditatorial

Tanto que uma assessora da instituição ainda tentou dialogar comigo na saída do recinto  ressaltando que apenas retiraram do documento, a proposta da Fundação Cultural (destacada com prioridade de votos nos fóruns de 2009, 2013 e 2015) porque são contrários... Aliás, só este exemplo, já aponta que, quem tem autoridade de decidir sobre isso deve ser uma conferência pública e não o conselho, mesmo com a posterior aprovação da Câmara. Triste e lamentável estar ali pra presenciar tal retrocesso. Lógico que a classe artística esperará da Câmara uma postura mais democrática, convocando os artistas para apreciar e debater a matéria, já que o autoritarismo que grassa na pasta da cultura não lhe torna capaz ao diálogo a quem lhe questiona. Agora, patético mesmo, foi ver o "eterno capataz" pedir uma sanção ao conselheiro da sociedade civil do segmento teatral, que é um gentleman em apontar os equívocos. Ainda bem que o "poder" do mastodonte é cíclico...

José Facury Heluy
josefacuryheluy@gmail.com

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