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terça-feira, 18 de agosto de 2020

A cada meia hora, governo federal recebe uma denúncia de abuso sexual contra crianças e adolescentes

 

O caso da menina de 10 anos do Espírito Santo que interrompeu a gravidez após ser estuprada é o exemplo mais recente de um problema que cresce no Brasil: a violência sexual contra crianças e adolescentes. Dados do Disque 100 — programa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que recebe denúncias de violência contra a mulhe, crianças e idosos, entre outros grupos — mostram um aumento de 14% nas denúncias de abuso sexual de menores entre 2018 e 2019. Os relatos aumentaram de 13.400, em 2018, para 15.333, no ano passado, o equivalente a uma denúncia a cada 34 minutos. No Espírito Santos, o aumento foi ainda maior na quantidade de denúncias: 15%. Os números referentes às denúncias de 2020 ainda não foram divulgados.

 

O Disque 100 também lista outros tipos de violência contra crianças e adolescentes, como exploração sexual, pornografia infantil, grooming (aliciamento de menores para fins sexuais pela internet) e sexting (envio de material de conteúdo sexual por redes sociais ou aplicativos de mensagens).

Os dados de 2019 mostram que a faixa etária com maior número de vítimas, segundo as denúncias recebidas, vai dos 4 aos 7 anos, seguida pela de 8 aos 11 anos. A maior parte das vítimas é do sexo feminino.

No que se refere à relação entre vítima e agressor, é preciso analisar o total de denúncias feitas ao Disque 100 sobre violação de direitos humanos de crianças e adolescentes — não há um recorte específico para violência sexual. Dos 195.133 relatos feitos no ano passado, 147.936 (ou 76%) apontam parentes próximos como os autores da agressão: mães, pais, avôs, irmãos, madrastras, padrastos, tios, primos, sobrinhos e familiares em geral. Oito em cada dez denúncias apontam a casa da vítima ou do suspeito como o local da violência, quando isso é informado.

Estupro desde os 6 anos

A menina de 10 anos precisou viajar do Espírito Santo para Pernambuco para interromper a gestação. O procedimento foi realizado nesta segunda-feira e ela passa bem. A criança diz que era vítima de violência sexual cometida pelo tio desde os 6 anos de idade. Em nota, o Centro Integrado Amaury de Medeiros, da Universidade de Pernambuco (Cisam/UPE), informou "que o procedimento foi realizado e a paciente segue estável”.

O tio da menina, de 33 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Espírito Santo por estupro de vulnerável e ameaça, e ainda está foragido.

Fonte: extra.globo.com

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