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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Mulher é arrastada pelo cabelo e baleada ao tentar entrar em baile funk em Arraial do Cabo

 

Uma mulher de 23 anos foi agredida com tapas, arrastada pelos cabelos e baleada na perna na madrugada deste sábado (17) em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio.

De acordo com a Polícia Civil, ela foi cercada por traficantes quando tentava entrar em um baile funk na comunidade do Morro da Cabocla.

Ela tentou fugir do local correndo, mas foi perseguida pelos criminosos, que atiraram várias vezes em sua direção. A mulher acabou sendo atingida por um tiro na perna, mas conseguiu descer o morro e pedir ajuda.

Ela foi atendida em uma unidade de saúde e depois foi à delegacia, acompanhada da Polícia Militar.

A Polícia Civil já identificou três criminosos envolvidos no crime e pediu à Justiça a prisão temporária dos suspeitos. Os três têm diversos antecedentes criminais por homicídios, lesão corporal, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Todos deixaram a cadeia este ano.

De acordo com a delegada titular da 132ª DP, Patrícia Aguiar, as investigações revelaram que o crime foi ordenado pelo traficante Elizeu Silveira dos Santos, conhecido como Zeu, com quem a vítima já teve um relacionamento. Zeu é apontado pela polícia como chefe do tráfico de drogas na localidade.

Segundo a polícia, também participaram do crime os traficantes Wagner Thomaz dos Santos, conhecido como Magrão, que é gerente do tráfico no local, e Peterson de Paula Sales Gomes, conhecido como Índio.

“Assim que o caso chegou ao nosso conhecimento, instauramos inquérito e demos início às investigações. A vítima prestou depoimento e conseguimos identificar três criminosos que participaram do ataque. Todos possuem uma extensa ficha criminal. Pedimos à Justiça a prisão temporária deles por tentativa de feminicídio e associação para o tráfico de drogas, além de medidas protetivas”, informou a delegada de Arraial do Cabo.

O traficante Zeu, mandante do crime contra a ex-companheira, tem em sua ficha criminal dois assassinatos. Ele deixou a penitenciária em janeiro deste ano. Já Índio, foi acusado pelo homicídio do tenente da Polícia Militar Jeovany de Carvalho Brito, morto durante uma troca de tiros no Morro da Cabocla, em janeiro de 2018. Ele foi colocado em liberdade há três meses, menos de três anos após o crime. E Magrão saiu da prisão em março deste ano.

Fonte: g1.globo.com

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