Leal Porto

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RESTAURANTE DA PONTE

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"O lugar certo de comer peixe" - Em cima do Mercado Municipal do Peixe (22) 2647-5341

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Coluna da Menina de Ouro, Vânia Carvalho



 

O Crime do Pai Rico

A maledicência das pessoas chega aos níveis mais baixos do despeito, pois agora me acusam do crime do "Pai Rico". E percebo que com isso, o preconceito não fica só nas esferas da carência financeira, ela também atinge aqueles que por ter uma condição melhor, nunca precisaram passar necessidades. E isso numa sociedade tão emocionalmente carente gera tantos sentimentos negativos como raiva, inveja, falsidade que fico me perguntando: porque ao invés de se importarem com minha condição social, porque não se perguntam o que eu faço de bom pra compensar meu conforto, minha estabilidade econômica, minha boa vida? Ora, não sou uma pessoa vaidosa, muito menos faço da minha condição um motivo para maltratar as pessoas, pelo contrário sempre aproveitei todas as oportunidades que a vida me deu para ajudar meu próximo. Não preciso e nem vou ficar expondo aqui a caridade, pois isso faço nos bastidores, sou uma pessoa extremamente generosa, não faço questão de nada, não sou exibicionista e muito menos fútil, sempre aproveitei as facilidades que tive por ser filha de classe média para auxiliar no que quer que fosse as pessoas menos favorecidas. Porém, para muitos isso não importa, pois as fofocas são muitos mais encima do meu bem estar do que do meu bem querer. 

Muito incomodo pelo fato de ser independente, me chamam de "filinha de papai"! ora sou mesmo! Filinha de chocadeira é que não poderia ser! Dizem que não preciso trabalhar, que exploro as pessoas para ganhar prestígio e que tiro vantagem em detrimento de outros que mais necessitam. Acontece que ter dinheiro não significa que você não possa ter ideais de vida, ter dinheiro não significa que você tem que passar o dia inteiro coçando o saco, preferi fazer alguma coisa de útil pra me sentir viva, nunca suportaria viver na futilidade.

Conquistei por mérito tudo que tenho hoje e sem usar do dinheiro fácil para me dar bem, foi assim com o box que tenho na Praça da Cidadania, ralei 13 anos montando e desmontando barraca debaixo de sol, de chuva e de vento, como todo os outros, fica aqui   até minha  pergunta: será que essas pessoas que hoje me chamam de filinha de papai, se tivessem as condições que eu tenho se sujeitariam a isso? Tenho certeza  que não! Será que passariam as dificuldades e os problemas que já passei por conta de um ideal, se tivessem uma vida tão boa? Duvido! Será que desejariam trabalhar mesmo tendo uma condição que lhes desse a vantagem de ficar a toa em casa pro resto da vida? Aposto que não! Mas esses são os primeiros a me jogarem pedra, como se eu fosse culpada pela vida que levo.

E quanto mais ouço as fofocas sobre minha condição financeira, mas me entristece o fato, de que nunca me importei com isso, dinheiro pra mim não é tudo, mesmo tendo tudo do bom e do melhor desde que nasci, sempre fiz da minha vida uma maneira de evoluir com minhas próprias pernas. Trabalhar pra mim, mesmo sem precisar, não é um atentado aos que mais necessitam, não tiro o lugar de ninguém, mesmo porque não se ganha nada na vida sem luta e disso ninguém pode me acusar! Dizem que dinheiro sempre atrai mais dinheiro, por isso aviso aos invejosos façam como eu. Corram atras de seus objetivos honestamente que a vida sempre encontrará o jeito de te recompensar, ainda mais.

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