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Estudo da UFRJ estima mais de mil casos de Covid-19 em Macaé e mais de 400 em Rio das Ostras até o fim de maio

Pesquisadores da UFRJ de Macaé, no interior do Rio, analisaram os casos de infecção acumulados nas cidades de Macaé e Rio das Ostras e a pesquisa estima que Macaé registre mais de mil casos em Macaé e mais de 400 em Rio das Ostras antes do final de maio.

De acordo com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, os pesquisadores analisaram os dados, dia a dia, até o dia 15 de maio e notaram uma redução na velocidade de propagação da doença em ambas as cidades, embora o número básico de reprodução, que mede a capacidade do vírus em se propagar entre as pessoas depois de iniciada a transmissão comunitária, ainda esteja elevado.

Até esta quarta-feira (20), a secretaria de Saúde de Macaé já registrou 548 casos confirmados da doença, sendo 21 mortes. Rio das Ostras registrou 200 casos, com 14 mortes.

A pesquisa aponta ainda que, para atender os casos previstos, o número de leitos de UTI necessários pode chegar a 50 em Macaé e 20 em Rio das Ostras.

Em Rio das Ostras, a ocupação de leitos chegou a 100%. O município tem atualmente 5 leitos de UTI e 16 de enfermaria que foram disponibilizados para o tratamento da Covid-19. Todos eles ocupados até a tarde desta quarta-feira (20).

A ocupação de leitos em Macaé é de 52,5%. A cidade tem 70 leitos UTIs SUS destinados a pacientes da Covid-19.

Segundo a pesquisa, nessas cidades, em média, uma pessoa infectada consegue transmitir a doença para outras duas.

Ainda de acordo com a pesquisa, para que o crescimento do número de casos estacione, é necessário que o número básico de reprodução caia para 1,0. Situação que pode ser atingida se aplicadas políticas de isolamento social.

O Grupo de Trabalho Multidisciplinar para Enfrentamento da Covid-19, que realizou a pesquisa, conta com a participação de mais de 100 docentes, técnicos-administrativos e alunos da UFRJ na cidade e outras instituições regionais.

Eles desenvolvem análises que acompanham o comportamento da pandemia no Norte Fluminense e na Baixada Litorânea. O grupo também tem dialogado com os municípios vizinhos, oferecendo apoio técnico e científico para o enfrentamento da doença.

O modelo matemático adotado pelos pesquisadores é o SIR, que significa Suscetíveis, Infectados e Removidos, no qual a população é dividida nessas três categorias, que mudam com o tempo.

Embora seja o mais simples para o estudo de epidemias, o modelo proporciona estimativas de quantidades como: número básico de reprodução, dia do pico de infecção, quantidade máxima de infectados, tempo de duração da infecção e percentual de suscetíveis – que sobram sem se contaminar – no final da epidemia.

A UFRJ informou que os pesquisadores alertam que os valores podem não refletir a realidade e, por isso, optaram por não divulgar todos os resultados. A pesquisa completa pode ser consultada no site da instituição.

A universidade destacou que a doença é muito dinâmica e medidas não farmacêuticas de combate mudam as previsões. Por isso, elas precisam ser reavaliadas a cada uma ou duas semanas. Os cientistas pontuam, ainda, que mesmo modelos matemáticos mais precisos, com mais categorias, devem ser encarados com cautela em longo prazo.

Fonte:g1.globo.com

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