Leal Porto

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RESTAURANTE DA PONTE

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Coluna do Cyro Maldonado




Mar de Lama.

Uma simples mistura de água e barro ou uma questão moral?

O termo “mar de lama”, pelo que se tem notícia, foi mencionado pela primeira vez no meio político por Carlos Lacerda, referindo-se ao Governo Vargas. Lacerda, um político de caráter duvidoso e que migrou da esquerda para direita da forma mais covarde possível, criador de factoides e um adversário sem qualquer ética moral, deu uma contribuição significativa para o golpe militar que ocorreu posteriormente.

Lembrei deste personagem ao ler a coluna do Marco Mendes na Folha dos Lagos neste final de semana. Com relevância política bem inferior, mas com o caráter nivelado ao do Lacerda, tenta de todas as formas respingar a sujeira do seu desgoverno na administração atual. Com o cinismo que lhe é peculiar, usou a expressão “mar de lama”, tentando fazer um trocadilho entre a honestidade da gestão atual e o resultado da chuva no solo nos arredores da obra.  A mesma inveja de Lacerda por Vargas é percebida no antigo gestor de Cabo Frio, pelo atual prefeito, devido sua relação de carinho com a população e a forma responsável que administra a cidade.

Um gestor que tem o caso “Tamiflu” e o da compra de uniformes de uma empresa fantasma em seu currículo, não tem legitimidade para falar da Saúde e muito menos da Educação de Cabo Frio. Como falar em transparência depois de enfiar um peixe de fibra superfaturado no valor de R$ 85.000,00 em nossa garganta? Não quero ser repetitivo e lembrar os inúmeros deslizes que culminaram nas recentes condenações judiciais, mas este cidadão deveria se ocupar da sua defesa ao invés de criticar prematuramente a administração da cidade.

É muita dissimulação o sujeito afundar a economia da cidade durante o seu mandato, manter a Praça Porto Rocha fechada durante o natal de 2012, prejudicar fatalmente os taxistas e o comércio do centro, realizar uma obra porca que um dia após a inauguração já mostrava sinais da precariedade na sua execução e ainda se achar no direito de apontar prioridades para a atual administração. Quem não se lembra da greve de servidores que articulou junto aos sindicatos para que o caos se instalasse durante a passagem de governo?

Choraminga de forma insistente pela mudança de nomes de alguns projetos iniciados em seu governo. Para nós contribuintes, não importa os nomes dos projetos e sim a maneira que estão sendo geridos. Não nos interessa se o nome é Café do Trabalhador ou Lanche do Operário, mas que seja oferecido um alimento de qualidade e de procedência confiável. Qual a originalidade em criar o Cartão Cidadão se já existia outro programa federal de transferência de renda? O programa foi criticado e apontado como eleitoreiro na 8ª Conferência de Assistência Social, os palestrantes não entendiam como se gastava dinheiro do município com um programa dessa natureza. Sugeriram que o município investisse na busca ativa e migrasse os usuários para o Programa Bolsa Família.

O canastrão questiona o Prefeito por não terminar obras inacabadas do seu governo antes de fazer a orla e não explica porque não priorizou a obra do Restaurante Popular, cujo dinheiro já estava disponível desde novembro de 2012, preferindo fazer a Praça da Cidadania, reformar porcamente a Praça Porto Rocha além de quebrar todo o centro da cidade durante o final do ano.

A psicologia consegue explicar essa relação de amor e ódio, pois todo invejoso normalmente é obcecado pelo alvo da sua inveja. A admiração deveria despertar uma boa relação, mas como o invejoso não aceita esse fascínio, procura sujar a imagem do seu ídolo e não se sentindo capaz de jogar, prefere melar o jogo do seu adversário.

“A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come.”

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