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sexta-feira, 9 de junho de 2017

DIANGELO, O MELHOR DA SUA ARTE. Por José Facury


O Blog Cartão Vermelho tem a hora de anunciar que um dos maiores quadros da Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro está de volta como colunista do Blog Cartão Vermelho, José Facury Heluy. Segue abaixo a coluna de reestreia  do Mestre Facury.


DIANGELO, O MELHOR DA SUA ARTE

Apesar de não ser um crítico, nem um estudioso das artes plásticas, mesmo tendo formação artística, onde me entrego muito mais profundamente à interpretação e à grafia cênica, ás vezes sou levado a tecer comentários, por pura admiração aos talentos, principalmente, quando tenho a oportunidade de acompanhá-lo.

Há muito tempo venho visualizando o desenvolvimento artístico do pintor Carlos Diangelo, no meu ver, inspirado pela “pop art” muito mais do que ela tem de popular com o excesso de cores a dar vida produtiva aos personagens que se vê por aí. E muito menos no conceitual dessa arte que provocava com os elementos dos desenhos dos quadrinhos e com os produtos que entravam no mercado, a partir da década de cinquenta.

Nos quadros do Diangelo, diante da técnica que o referencia a cada dia, as pinceladas que ás vezes parecem soltas e aleatórias, ao se comporem com o todo, expressam a dramaticidade das personagens em toda a energia vital, assim como nos tons elementares da natureza em seu vigor e nos cenários de fundo onde ficam marcadas o desgaste que a umidade do tempo lhes causou.

Quando eu falo da aplicação das cores em sua obra, falo nas tonalidades aplicadas, quase todas explodindo em emoções necessárias para que o apreciador mergulhe na psique dos personagens e no movimento da luz e dos ventos que os envolvem. Ora, crianças, entres tons frios com as cores de energias pulsantes, com o rosa lhe configurando a inocência, ora com as cores de enlevo maternal... Então, vida humana, seja de crianças, jovens vigorosos ou velhos, se mesclam com o clima que lhes envolve, onde os singelos movimentos anatômicos dos seres tomam vida em uma contagiante imensidão de figurações coloridas.

A “popart” do Diangelo, se é que poderíamos chamá-la assim, nos faz ver isso tudo, sem a expiação mercadológica que essa escola projetou ao mundo. Seria então uma pós art pop...? Várias dessas belezas estão expostas no bar cultural Semblano, na rua Copenhagem. Nº2, em frente à Caixa Econômica da Av. Joaquim Nogueira.


José Facury Heluy

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